MEDICINA - A ORIGEM DA DOENÇA
- Luisa Coelho
- 21 de dez. de 2025
- 27 min de leitura
Atualizado: 23 de dez. de 2025

A causa da doença revela diferenciações que mostram diversas origens:
Morais.
Infeciosas.
Histocompatibilidade.
Genéticas.
Traumas emocionais.
Traumatismos físicos.
Nutricionais.
Química alimentar.
Contaminação eletromagnética.
Iatrogenia.
1. DOENÇAS COM CAUSAS NA MORAL
Com o avanço da ciência, a antiga cultura da moral religiosa ficou obsoleta, e o Homem empreendeu um peregrinar em direção a um relativismo puro e duro.
O Ser absoluto, na sua forma arquetípica, contém a potencialidade existencial para coexistir num Universo ordenado, com os seres que o constituem. Os processos existenciais onde tudo é relativo deixam os Homens despidos na moral, porque, a partir daqui, as regras deixaram de existir. Tudo depende da forma como se olha, do seu ‘eu’. Assim, desta maneira, Deus morreu e chegou a aurora do caos. O desconhecimento do bem e do mal marca aqui o início da iniquidade e o devir dos estereótipos. Trata-se de negar que estes geram desordens em nós próprios e que também afetam os outros. Aí reside a definição de arquétipo, algo que está em harmonia com a Natureza, com o Universo, representado por um arco; enquanto a definição de estereótipo (do grego ‘steréos’, sólido, e ‘typos’, impressão ou molde) é o pensamento ou molde de cada um na forma de atuar, desvinculado do contexto do Universo, o qual se rege por regras comuns, o uno e o múltiplo. Neste sentido, se alguém se estereotipa em algo está a causar dano ao contrário: potencia o seu ‘eu’ individual, mas deprime o ‘eu’ coletivo.
Tomemos como exemplo os arquétipos “Praxis da Vida”, que se definem na medicina alquinaturista da seguinte forma:
Ponto | Preceito |
1 PX | Respeitar a Natureza. |
2 PX | Não comer animais. |
3 PX | Não tomar fármacos. |
4 PX | Não ouvir música agressiva. |
5 PX | Não tomar alimentos prejudiciais ao organismo (fermentos como leveduras, conservantes, açúcares refinados, cereais refinados, etc.) |
6 PX | Não tomar excesso de álcool. Nada de tabaco, nada de drogas. |
Em tempos de agitação produzem-se sinais e conflitos. O desequilíbrio responde sempre com ações de tensão social, violência verbal ou física e interesses individuais ou particulares. É, por isso, que uma sociedade estereotipada nos conduz por esse caminho caótico. Tanto a Natureza evolutiva como o Deus da criação criaram mecanismos para evitar essa deriva do ser humano e, para tal, qualquer tipo de estereótipo, dos cento e quarenta e quatro que estão estabelecidos no organismo, responde com uma alteração fisiológica, entrando plenamente no mundo das doenças morais-somáticas, por vezes com somatizações intensivas e um desgaste orgânico grave.
2. DOENÇAS POR CAUSAS INFECCIOSAS
Aqui podemos começar por dizer que um estereótipo pode gerar um conflito; este gera um problema mental, que por sua vez pode inibir uma resposta imunitária. Neste sentido, a origem infeciosa da doença seria como uma pseudocausa, uma vez que a causa primeira está no estereótipo, na transgressão, no pecado. E, mesmo sendo invadido por um patógeno mutado, como é o caso do mais recente coronavírus mutado, a covid, o sistema imunitário possui elementos vitais para tal, como é o caso das células T e B da memória, capazes de localizar um patógeno mutado e incorporá-lo na imunidade do sistema.
Por último, todo este cenário de doenças infeciosas que afetam a saúde, mais ou menos graves, muitas vezes mortais nos seres vivos, é induzido pelas forças do mal para travar a evolução metafísica do Homem. No entanto, estas não podem atuar sobre os Homens santos, livres de estereótipos, sendo, uma vez mais, o pecado aquele que abre a porta à doença.
3. DOENÇAS POR PROBLEMAS DE HISTOCOMPATIBILIDADE
O complexo maior de histocompatibilidade (CMH) encontra-se no cromossoma 6 dos seres humanos.
O CMH é o responsável por gerar a glicoproteína denominada HLA (antigénio leucocitário humano), que se encontra em grandes quantidades na membrana celular.
Quando o HLA deteta proteínas ou glicoproteínas estranhas, ou outras substâncias não compatíveis com o organismo, liga-se a elas e provoca uma reação enzimática, desencadeando uma resposta imunitária por parte dos linfócitos T cooperadores, que as destroem.
O HLA ocupa-se de eliminar o excesso de amoníaco ingerido nos alimentos que não tenha podido ser metabolizado pelo organismo. Se forem ingeridas grandes quantidades destas substâncias, ou se o HLA não for capaz de as eliminar, as substâncias tóxicas passam para o interior da célula.
Quando a célula tem no seu interior estas substâncias, os linfócitos T cooperadores atacam a célula afetada, o que desencadeia uma doença autoimune que afeta o órgão ou o sistema em que essa célula se encontra.
SUBSTÂNCIAS NÃO COMPATÍVEIS COM O COMPLEXO MAIOR DE HISTO-COMPATIBILIDADE:
ü Histocompatibilidade alimentar devido à ingestão de insetos e outros:
Tipo de Inseto | Alimentos NÃO aptos | Alimentos aptos |
Odonatos | Libélulas. |
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Ortópteros | Grilos. | Gafanhotos. |
Isópteros | Térmitas. |
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Hemípteros | Percevejos, pulgas, pulgões, cochonilhas, cigarras. |
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Lepidópteros | Borboletas, traças. |
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Coleópteros | Escaravelhos. |
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Dípteros | Moscas, mosquitos e atabões. |
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Himenópteros | Abelhas, vespas, besouros. |
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Ápteros | Formigas. |
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Outros | Baratas, vermes, etc. | Caracóis. |
ü Histocompatibilidade devido a adjuvantes de vacinas e outros:
Substância orgânica | Tipos | |
Adjuvantes (substâncias que ajudam a incrementar a imunogenicidade, ou a capacidade de resposta imunitária das vacinas. Segundo os médicos, geram uma resposta ativa nas células B, nos linfócitos T-CD, nos macrófagos, na interleucina-4 e nas imunoglobulinas) | Sais minerais | · Hidróxido de alumínio · Fosfato de alumínio · Fosfato de cálcio |
Imunomoduladores | · Muramil dipéptido (MP2), proteína sintética que produz resposta · MPL, derivado sintético, que é um lipopeptídeo. | |
Polietilenoglicol (substâncias anticongelantes).Utiliza-se em pastas dentífricas, cremes para a pele, para inativar o vírus da gripe e para purificar as vacinas | ||
Timerosal — forma diferente de mercúrio, denominada etilmercúrio, presente em vacinas da gripe e noutras | ||
Substâncias sedimentares: vernizes e lacas | As latas de conservas e as tampas metálicas dos frascos contêm vernizes e lacas que, em contacto com o solvente do alimento que armazenam, podem passar para o mesmo e chegar às células. Estes produtos são atacados pelos linfócitos T cooperadores, o que produz doenças autoimunes. As imunoglobulinas delta podem, sim, penetrar nas células e atacar estes produtos | |
ü Histocompatibilidade devido a transplante de órgãos e ingestão de vísceras (proteínas das mesmas):
Existe uma histocompatibilidade que se gera por transplantes de órgãos (neste caso não é possível efetuar qualquer tipo de tratamento, porque às pessoas transplantadas são administrados imunodepressores); e uma histocompatibilidade produzida pela ingestão de proteínas de vísceras de animais (miolos, tripas, fígado, etc.). Aqui, o HLA deve atuar para eliminar o excesso de amoníaco que estas proteínas contêm.
Avaliando de 0 a 10 a quantidade de amoníaco das proteínas, teríamos:
Proteína | Avaliação | Observações |
Vísceras | 10 | Em geral |
Porco | 7 | Também na sua carne. |
Vaca | 5 | |
Aves | 5 | |
Cordeiro | 3 | |
Pescado | 3 | |
Legumes | 3 |
|
Cereais, ovos e leite | 3 |
|
ü Histocompatibilidade devido à ingestão de répteis e anfíbios:
Os eritrócitos destes animais têm núcleo, tal como os das aves, embora estes não produzam problemas de histocompatibilidade. Os répteis e os anfíbios possuem uma proteína chamada ferritina, que é cerca de 60% diferente da dos mamíferos e, por esse motivo, provocam uma reação que se traduz numa doença autoimune.
ü Histocompatibilidade devido a antibióticos e insulinas:
Existem problemas de histocompatibilidade decorrentes do uso de microrganismos atenuados que são utilizados na fabricação de antibióticos. Do mesmo modo, este transtorno pode produzir-se com o uso de insulinas, uma vez que estas recorrem ao pâncreas de vacas ou a E. coli com ADN humano recombinado para a sua obtenção.
ü Histocompatibilidade devido a música agressiva:
Os leucócitos, glóbulos brancos, possuem recetores que permitem localizar patógenos (vírus, bactérias, fungos, etc.). A música agressiva pode alterar esses recetores, levando os leucócitos a atacar de forma indiscriminada outras partes do organismo.
4. DOENÇAS DE ORIGEM GENÉTICA - OS VÍRUS
A forma de atuação dos vírus não corresponde a algo criado pela Natureza, mas obedece antes a espíritos ancestrais (capacidades ou poderes enigmáticos), criados pelas forças do mal, dispostos a acabar com o Homem. A sua criação constitui um sistema altamente sofisticado de proteínas que se encontram na sua cápside e interagem em contacto com o hospedeiro, provocando uma série de reações em cadeia. A obra-prima da criação dos vírus é aquela que insere o seu código genético no ADN do hospedeiro, alterando assim o código genético da célula infetada.
Existem diferentes tipos de vírus, o que confere a cada um deles uma capacidade distinta:
4.1. Vírus de alteração do ADN
Estes vírus alteram o ADN das células. A partir desse momento, a célula perde a sua função e deixa de transcrever proteínas e hormonas próprias necessárias ao seu funcionamento.
4.2. Vírus que produzem tumores benignos
O vírus insere o seu ADN no interior da célula do hospedeiro. A célula perde a sua função e torna-se aberrante.
A partir desse momento, o ADN passa a transcrever proteínas que não são funcionais, que são cumulativas e formam a massa tumoral, servindo simultaneamente de barreira aos leucócitos.
Utilizam a maquinaria celular do hospedeiro para a produção de novos vírus, que passam a infetar outras células
Estes vírus possuem telomerase, o que faz com que a célula infetada se possa dividir indefinidamente, evitando assim a morte celular.
4.3. Vírus que produzem tumores malignos
Atuam da mesma forma que os vírus que produzem tumores benignos, apenas com uma função adicional: vão providos de um código de ARN que lhes permite aumentar a transcrição de estrogénios. Isto faz com que a célula se divida mais rapidamente e activa as células infetadas na fase G0.
4.4. Fagos de bactérias e fagos de fungos
São organismos procarióticos (não têm núcleo), que são invadidos por vírus e atuam de igual forma à dos vírus que provocam tumores malignos.
4.5. Emissões eletromagnéticas
4.5.1. Radiações gama, provocadas por armamento atómico nuclear ou por fugas radioativas de uma central nuclear.
4.5.2. Raios X, provocados pela tecnologia médica em organismos vulneráveis, como é o caso de fetos em mulheres grávidas, ou por exposições prolongadas.
4.6. Emissões de ultrassons
As ecografias de alta definição, realizadas de forma repetitiva, podem provocar alterações genéticas em fetos vulneráveis.
5. DOENÇAS PROVOCADAS POR TRAUMAS EMOCIONAIS
O instrumento que faz brotar o mundo multicolor para enfrentar a vida, fazendo concordar as denominações emocionais com as denominações afetivas, é o saber encaixar as situações difíceis que surgem ao longo do seu percurso. Dispor destes recursos significa possuir o conhecimento necessário para compreender o que acontece e ter expectativas de saída. Perante a ênfase excessiva que possamos colocar no acontecimento vivido, impõe-se saber reconhecer a idiossincrasia deste mundo, que oculta as mil desgraças que nos podem acontecer. Então, o eu pessoal sente desassossego. É como pensar que aquilo que aconteceu a alguém nos pode acontecer a nós, preparando a consciência para tal.
Desta forma, a desgraça ou o conflito que possamos viver pode ser melhor integrado, sem nos deixar em estado de choque, ainda que fiquemos com a alma ferida para toda a vida.
Um choque traumático constitui um véu que faz com que a vida passe a fluir de forma sombria ou opaca, levando ao encerramento das defesas do sistema imunitário e conduzindo ao aparecimento de múltiplas infeções ou mesmo de processos tumorais.
6. DOENÇAS PROVOCADAS POR TRAUMATISMOS FÍSICOS
Tal como não há luz sem sombra, não há causa sem causalidade. O maior erro das crenças é pensar que por detrás de cada acidente físico existe sempre uma causa. Que causa pode haver numa parede que cai porque eu lhe toquei e, no exato momento em que cai, alguém passa por ali? Trata-se simplesmente de estar no momento certo, no lugar errado.
O elemento da casualidade é um acontecimento que ocorre por acaso. Assim, é possível que, após um acidente com lesões físicas, surjam desordens orgânicas com disfunção de algum sistema.
7. DOENÇAS COM ORIGEM NA NUTRIÇÃO
De um modo geral, os seres humanos abordam a alimentação apenas do ponto de vista de saciar a fome ou de encher o estômago, porque é necessário comer, sendo pouco considerada a alimentação numa perspetiva verdadeiramente nutricional. Alimentar-se de forma nutricional significa fornecer ao organismo os nutrientes necessários ao seu correto funcionamento: proteínas, hidratos de carbono, lípidos, vitaminas e minerais. Assim, para se estar bem nutrido, é necessário elaborar e planificar uma boa dieta, que contenha todos os princípios imediatos, bem como vitaminas e minerais.
ALIMENTAÇÃO ALQUINATURISTA
Nota do tradutor: Este guia alimentar deve ser seguido com bom senso, respeitando as quantidades adequadas, a qualidade dos alimentos e os costumes alimentares tradicionais. Não é necessário adotar hábitos de outras culturas para nos alimentarmos bem.
*Nota: valor nutricional apresentado segundo uma escala de 1 a 10.
ü PEQUENO-ALMOÇO
• Copo de leite animal: *(10)
Tomar de forma alternada um dia leite de vaca e outro dia de cabra.
• Vaso de leite vegetal: *(4)
Tomar em caso de alguma intolerância ou alergia ao leite animal.
1- Preparar com (dando prioridade ao valor nutricional):
- Cacau 100% sim açúcar *(10)
- Cereais tostados solúveis *(3)
- Descafeinado: *(0)
- Café ou chá: *(-1) muito estimulante (referimo-nos a chá preto)
2- Adoçar com (dando prioridade ao valor nutricional):
- Açúcar integral de cana *(10)
- Frutose *(6)
- Stevia *(4) (não refinada)
- Mel *(4)
- Açúcar branco refinado: nocivo *(-5)
• Sumo natural de frutas
Opções distintas:
1. Torrada de pão integral de trigo elaborado com massa mãe (eleger uma das opções):
- Azeite ou óleo de girassol.
- Manteiga de vaca.
- Marmelada caseira elaborada com açúcar integral de cana ou frutose.
2. Muesli: trigo, aveia, cevada, centeio, etc. (que não contenham açúcar branco).
3. Bolachas, tartes ou bolos elaborados com açúcar integral de cana ou frutose.
Nota do tradutor: as farinhas que devem ser integrais e o fermento deve ser natural (ex. bicarbonato + vinagre na proporção de 1:2).
4. Churros ou similares (1 vez por semana).
Nota do tradutor: este item é específico da alimentação Espanhola. Relembro que esta tabela alimentar constitui apenas um guia e o bom senso deve prevalecer.
ALMOÇO
• Primeiro prato para todos os dias da semana:
Eleger uma das diferentes opções:
1. Alface, endívia, tomate, beterraba, pepino, escarola, espargo, rábano, couves, cebola, azeitonas, algas e outras hortaliças.
2. Gaspacho ou salmorejo (gaspacho mais espesso servido com ovo cozido picado) ou salada montanheira.
SEGUNDA-FEIRA:
- Segundo prato: Lentilhas.
- Terceiro prato: Queijo de ovelha (Nota do tradutor: com moderação).
- Sobremesa: Fruta da época.
TERÇA-FEIRA:
- Segundo prato: Arroz integral.
- Terceiro prato: Amêndoas.
- Sobremesa: Fruta da época.
QUARTA:
- Segundo prato: Grão.
- Terceiro prato: Queijo de ovelha (Nota do tradutor: com moderação).
- Sobremesa: Fruta da época.
QUINTA:
- Segundo prato: Batatas com pleurotos ou soja texturizada, ou salada de batata.
- Terceiro prato: Amendoins ou avelãs.
- Sobremesa: fruta da época.
SEXTA-FEIRA:
- Segundo prato: Feijão branco.
- Terceiro prato: Queijo de ovelha (Nota do tradutor: com moderação)
- Sobremesa: Fruta da época.
SÁBADO
- Segundo prato: (eleger a combinação preferida) Favas, ervilhas, batata, guisado/jardineira, acelgas, ratatouille e espinafres.
- Terceiro prato: Nozes ou pinhões.
- Sobremesa: Fruta da época.
DOMINGO
- Segundo prato: (eleger a combinação preferida) Milé/milho painço, grelhada de verduras com pleurotos ou champignons, grão com espinafres, couves ou repolho.
- Terceiro prato: Pistachos.
- Sobremesa: Fruta da época.
LANCHE
Eleger uma das opções:
· Massas, bolachas, tartes, bolos, chocolate, turrão ou gelado.
· Leite de chufa, de soja, de amêndoa, de aveia, leite-creme ou flan caseiros.
(Nota do tradutor: Sempre com açúcar integral de cana, ou frutose, mel ou melaços, agave.)
JANTAR
SEGUNDA-FEIRA:
· Primeiro prato: Tomate temperado, palmito e/ou alcachofra.
· Segundo prato: Batatas (Nota do tradutor: se fritas, comer com moderação) com ovo ou tortilha de batatas ou outra receita com batatas e ovo.
· Sobremesa: Fruta da época.
TERÇA-FEIRA:
· Primeiro prato: Verduras.
· Sobremesa: Cacau de alfarroba com mirtilos ou groselhas, com açúcar integral de cana ou frutose.
QUARTA:
· Primeiro prato: Massas com ovo, ou soja, ou seitan, ou cuscuz.
· Sobremesa: Fruta da época.
QUINTA-FEIRA:
· Primeiro prato: Verduras com queijo de vaca ou de cabra ou de ovelha.
· Sobremesa: Fruta da época.
SEXTA-FEIRA:
· Primeiro prato: sopa de aveia (flocos ou farinha) com ovo, ou soja, pleurotos ou champignons.
· Sobremesa: Fruta da época.
SÁBADO:
· Primeiro prato: sopa ou outro prato de/com quinoa.
· Sobremesa: Cacau de alfarroba com mirtilos ou groselhas, com açúcar integral de cana ou frutose.
DOMINGO
· Primeiro prato: Salada de milho.
· Segundo prato: Verduras ou grelhada de verduras, com ovo.
· Sobremesa: Fruta da época.
É de vital importância comer proteínas essenciais para o bom funcionamento celular, pelo que, para uma boa saúde, deve-se respeitar as quantidades indicadas:
PROTEÍNAS ESSÊNCIAIS (Histonas) | |||
CEREAES | LEGUMES SECOS | ||
Pão de trigo (H) | 2 vezes ao dia | Lentilhas | 1 vez por semana |
Pão de centeio | 1 vez ao dia | Grãos | De 1 a 2 vezes por semana |
Milho painço | 1 vez por semana | ||
Milho | 1 vez por semana | Feijão branco | De 1 a 2 vezes por semana |
Quinoa | 1 vez por semana | ||
Arroz integral – podemos e devemos fazer uma maceração de 24h do arroz | 1 vez por semana | Soja texturizada** | 2 vezes por semana
|
Aveia | 1 vez por semana | ||
Leite cabra e leite vaca (alternado) | Todos os dias | ||
Ovos | 4 por semana mínima | Frutos secos e pleurotos | 1x semana |
Batata | 2vez |
|
|
PROTEÍNAS VÁRIAS | |
Leite de cabra ou vaca | Diário - alternando entre eles |
Queijo de ovelha | 4 vezes por semana |
Queijo de vaca ou cabra | 1 vez por semana |
Ovos | 4 vezes por semana |
Batatas | 2 vezes por semana |
Nozes | 1 vez por semana |
Amendoins ou avelãs | 1 vez por semana |
Amêndoas | 1 vez por semana |
Pleurotos ou champignons | 1 vez por semana |
As verduras nunca devem ser cozinhadas a uma temperatura superior a 60ºC, porque perdem as vitaminas. Podem ser cozinhadas:
· Ao vapor e depois podem ser adicionadas a um refogado, ou com outros temperos.
· Grelhadas.
· Cozinhadas a baixa temperatura e depois adicionadas a pastéis e quiches, sopas, etc.
(Nota do tradutor: Se poder, elabore a sua alimentação a temperaturas controladas.)
NOTAS:
1. Em caso de intolerância a algum alimento, poderá substituir-se por outro.
2. Não comer carne, peixe ou marisco durante o tratamento.
3. Não comer nada que contenha açúcar branco, adoçar conforme explicação anterior.
4. Comer pão com levedura mãe (feito em casa ou de ervanárias e diatéticas).
5. Procurar comer sempre à mesma hora e fazer as refeições indicadas.
6. Procurar comer o máximo de alimentos biológicos (ovos de campo/ ar livre, leite do dia, hortaliças de cultivo biológico, etc.).
AMPLIAÇÃO DE CONHECIMENTOS
1. VERDURAS: As verduras que não se devem ferver/ cozinhar a mais de 60º são: Feijão-verde, acelgas, beringela, couve-flor, pimento, espinafres, curgete, couves, brócolos. A mais de 60º produz-se avitaminose e alteração do fator intrínseco.
2. SOJA: Soja não texturizada. Ingerida como legume ou transformada em carnita, tofu ou mortadela, faz com que se inibem as células APUD do estômago. Estas células “APUD” travam a secreção de gastrina e, portanto, a pessoa não vai digerir bem e engorda.
3. HORTALIÇAS: Hortaliças devem ser ingeridas cruas ou cozidas ao vapor. Contêm grandes quantidades de B6 e B8 (piridoxina e biotina). São fundamentais para o 3TCI da termodinâmica, que é o que curto-circuita a ATP e que assim desencadeia o processo que faz com que o organismo queime gordura.
a. As hortaliças intervêm na degradação das gorduras, portanto, impedem a arteriosclerose e a hiperlipidemia.
b. Estimulam o glucagon, que intervém no ciclo do ácido cítrico.
Entre elas encontramos alcachofras, alface, curgete, feijão-verde, endívias, rábanos.
4. AVEIA: Deve-se comer pelo menos 1 vez por semana. Realiza as seguintes funções no organismo:
a. Favorece a absorção intestinal.
b. Estimula as células do fator intrínseco.
c. Estimula o fígado para os eicosanóides (processos anti-inflamatórios).
Pode-se tomar em flocos ao pequeno-almoço ou em bolachas, bolos, tartes ou pão.
5. QUINOA: Deve-se comer pelo menos 1 vez por semana.
a. Estimula as células pancreáticas para o glucagon.
b. Estimula o SRA (sistema reticular ativador), para regular as fases do sono.
Pode-se comer em sopas.
6. ALFARROBA: Cacau de alfarroba. É um alimento de grande recurso.
É rico em: fósforo (5), ferro (5), B12 (6). Também é rico em L-Treonina (para os neurónios e nervos).
A melhor forma de ser ingerido é: sumo de laranja + 1 colher de sopa de alfarroba + açúcar amarelo integral + mirtilos ou groselhas.
7. FRUTAS OLEAGINOSAS: Têm alto valor nutricional: triptofano (7), enxofre (6), iodo (6), cromo (6).
Podem ser ingeridas simples ou em tartes, bolos, etc.
Entre as mais ricas temos: tâmaras, uvas passa, ameixas secas, albricoques e figos secos.
No que se refere ao desenvolvimento de uma doença por desnutrição ou por carência de nutrientes, esta resulta da falta de:
· Proteínas essenciais
· Hidratos de carbono
· Lípidos
· Vitaminas
· Minerais
7.1. Desnutrição por carência de proteína
As proteínas são macromoléculas formadas por cadeias lineares de aminoácidos.
“Funções
Todas as proteínas desempenham funções elementares para a vida celular, embora existam proteínas que apresentam mais do que uma atividade. Entre as diversas funções conhecidas, destacam-se as seguintes:
· Catálise: As enzimas proteicas são responsáveis por realizar reações químicas de forma mais rápida e eficiente, processos de extrema importância para o organismo. Um exemplo é a pepsina, enzima que se encontra no sistema digestivo e cuja função é degradar os alimentos.
· Reguladoras: As hormonas proteicas ajudam a manter a homeostase no organismo. É o caso da insulina, que se encarrega de regular a glicose presente no sangue.
· Estrutural: Muitas proteínas determinam a forma ou o suporte das células e dos tecidos, uma vez que formam filamentos ou trilhos que orientam o movimento celular e resultam da associação de subunidades. É o caso da tubulina, que se encontra no citoesqueleto. Outras proteínas têm ainda a função de conferir resistência e elasticidade, permitindo a formação dos tecidos, bem como de dar suporte a outras estruturas. Por exemplo, o colagénio é o principal componente da matriz extracelular do tecido conjuntivo.
· Defensiva: São as responsáveis pela defesa do organismo. As imunoglobulinas são glicoproteínas que protegem/ defendem o organismo contra corpos estranhos. Outros exemplos são a queratina, que protege a pele, bem como o fibrinogénio e a protrombina, que participam na formação de coágulos.
· Transporte: A função destas proteínas é transportar substâncias através do organismo até aos locais onde são necessárias. Por exemplo, a hemoglobina transporta o oxigénio através do sangue. Outras proteínas permitem ou promovem a passagem de solutos através das membranas celulares. Nesta segunda categoria incluem-se os translocadores, as permeases, os canais iónicos e os poros membranares.
· Recetoras: Este tipo de proteínas encontra-se na membrana celular e desempenha a função de receber sinais que permitem à célula realizar a sua atividade específica, como é o caso do recetor da acetilcolina, que recebe sinais responsáveis por desencadear a contração muscular.
· Proteínas motoras. estas proteínas atuam como motores à escala nanométrica, responsáveis pelo movimento de outros componentes celulares. Por exemplo, nas fibras musculares, a actina constitui os microfilamentos das células, e a miosina é a proteína que ativa o movimento durante a contração muscular.
· Funções de reserva e de armazenamento. Estas proteínas constituem matéria-prima como fonte de carbono e de energia química em diferentes organismos. Exemplos disso são a ovoalbumina, presente no ovo, e a caseína, existente no leite. A ferritina forma uma estrutura oca no interior da qual o ferro é armazenado.
Praticamente todos os processos biológicos dependem da presença ou da atividade deste tipo de moléculas. Muitas proteínas presentes no citoplasma colaboram ainda na manutenção do pH, uma vez que atuam como um tampão químico”.
Funciones de las proteínas (Wikipédia)
Doenças originadas pela falta de proteínas segundo a Alquinatura:
A. Fígado - Fatores de crescimento:
a. Para leucócitos - Também designados por fatores tróficos. São de natureza proteica e têm como função nutrir o crescimento e a divisão das células multipotenciais, blastos ou células estaminais, termos que, neste contexto, se referem à mesma realidade. Os leucócitos necessitam de se dividir para formar colónias e, para tal, requerem proteínas, que correspondem aos fatores de crescimento fornecidos pelo fígado:
i Células assassinas.
ii Células T da memória.
iii Linfócitos B.
iv Linfócitos T.
v Células B da memória
vi Células plasmáticas com imunoglobulina e aglutinina.
vii Basófilos.
viii Eosinófilos.
ix Neutrófilos.
x Células de Kupffer ou de Langerhans.
xi Células reticulares dendrites.
b. Para trombócitos e plaquetas.
c. Para mastócitos, adipócitos e osteoblastos.
d. Para fibroblastos:
i. Ácido hialurónico.
ii. Sulfato de condroitina.
iii. Sulfato de dermatano.
iv. Sulfato de queratano.
v. Proteína de adesão.
vi. Fibras de colágeno.
vii. Fibras elásticas.
viii. Fibras reticulares.
e. Para blastos relacionados com o crescimento e a reparação dos seguintes estamentos:
i. Fígado.
ii. Músculo estriado.
iii. Coração.
iv. Pele.
f. Para blastos fibrinolíticos:
i. Elastase.
ii. Inibidor C1.
iii. Antitrombina III.
iv. Antitrombina.
B. Baço - Metabolismo do ferro (anemias): O ferro é absorvido no intestino delgado pelos enterócitos a partir dos alimentos, sob a forma de sais férricos. No estômago, estes são hidrolisados e transformados em sais ferrosos, que são melhor assimilados do que os férricos. O ferro é também absorvido sob a forma de quelato hemínico, obtido da hemoglobina, da mioglobina e de algumas enzimas presentes nas carnes e nos peixes. Para além destes alimentos já catalogados, encontra-se igualmente em cerejas, leite, ovos e pistácios.
Os processos do metabolismo do ferro são os seguintes:
1. Existem duas proteínas envolvidas no armazenamento e no transporte do ferro. Estas proteínas são produzidas no intestino delgado: a ferritina, que armazena o ferro obtido a partir dos alimentos, e a transferrina, que transporta o ferro até às células que dele necessitam.
2. Existe uma enzima que liga o ferro proveniente dos alimentos à ferritina.
3. Existe uma enzima que liga a ferritina à transferrina.
4. O transporte é efetuado até à hemoglobina (medula óssea, para os eritrócitos), à mioglobina (que fornece oxigénio ao músculo), ao fígado (para a produção de citocromos P450, envolvidos na digestão do álcool em acetaldeído) e às mitocôndrias das células (bomba de protões na membrana interna para a produção de ATP).
C. Timo - Sistema calicreína–cinina: é utilizado pelo organismo em situações de inflamação e dor decorrentes de processos infeciosos provocados por vírus, bactérias e fungos.
a. Anti-inflamatório: anula toxinas e priões:
i. Cimógeno de elevado peso molecular (CEPM): é produzido no fígado e estimula a formação de bradicinina.
ii. Bradicinina (BQ): é produzida pelo tecido muscular liso e tem como função neutralizar toxinas e priões.
b. Dor, irritação do nervo:
i. Cimógeno de peso molecular reduzido (CPMR): é gerado no fígado e estimula a calidina.
ii. Calidina (CD): é produzida pelo tecido tissular, nomeadamente pelo músculo liso, e relaxa o nervo.
D. Pâncreas: Fibroblastos: São gerados na medula óssea e migram para o organismo, onde formam o tecido conjuntivo ou a matriz. A sua atividade é inibida pela hormona GHIH (somatostatina).
a. Ácido hialurónico - Substância viscosa e escorregadia, com diversas funções:
i. Mantém as células unida.
ii. Lubrica articulações.
iii. Repara feridas.
b. Sulfato de condroitina - substância gelatinosa com funções de suporte e adesão. Existem três tipos:
i. Sulfato de dermatano: mantém a estrutura da pele, dos tendões, dos vasos sanguíneos e das válvulas cardíacas. Todos estes tecidos sofrem desgaste e podem ser reparados.
ii. Sulfato de queratano: destinado aos ossos, às cartilagens e à córnea.
iii. Proteínas de adesão: tal como a fibronectina, fixam as células umas às outras.
c. Fibras - As fibras da matriz conferem sustentação aos tecidos conjuntivos e proporcionam-lhes resistência. São:
i. Fibras de colagénio: o principal componente é a proteína colagénio, que faz parte de praticamente todo o tecido conjuntivo, em particular dos ossos, cartilagens, tendões e ligamentos.
ii. Fibras elásticas: formadas por uma proteína chamada elastina. Apresentam grande capacidade de alongamento, podendo atingir cerca de 150 % do seu comprimento inicial, e são abundantes na pele, na parede dos vasos sanguíneos e no tecido pulmonar.
iii. Fibras reticulares: contêm colagénio e um revestimento de glicoproteína. Sustentam a parede dos vasos sanguíneos e formam uma rede em torno das células adiposas, das fibras nervosas e dos músculos lisos e estriados, proporcionando-lhes suporte e resistência. Formam estronas, que são estruturas de sustentação das vísceras, dos órgãos moles e dos vasos linfáticos.
E. Baço - Metabolismo e função das histonas:
a. Metabolismo das histonas: As histonas formam-se a partir do metabolismo das proteínas essenciais (ver quadro na alimentação alquinaturista, sobretudo carnes e peixes). Estas proteínas não se transformam completamente em aminoácidos; em todas elas permanece um oligopéptido. Este penetra através dos canais das células por transporte activo de proteínas (7 TCI) e, posteriormente, atravessa a membrana nuclear, passando a integrar a cromatina.Segundo a Alquinatura, existem 20 tipos de oligopéptidos que intervêm na transcrição das histonas. De acordo com a ciência, existem cinco famílias de proteínas histonas: H1/45, H2A, H2B, H3 e H4.
b. Função das histonas: Estas histonas são as responsáveis pela formação dos códones ou tripletos dos nucleótidos. Estabelecem-se 64 tripletos possíveis, e cada um deles transcreve um aminoácido específico. Por exemplo: UUU corresponde à fenilalanina, UUA à leucina e UCU à serina.
7.2. Desnutrição por carência de hidratos de carbono
À luz do juízo crítico da ciência, a nutrição em causa começa com a magnífica rapsódia das proteínas e termina com a marginalização sistemática dos hidratos de carbono, o “monstro” das calorias e da obesidade, sem se aperceber de que esta se encontra diretamente relacionada com a função hormonal e com vírus e bactérias associados à obesidade.
É certo que o consumo de açúcar branco é nefasto, não pelo açúcar em si, mas pelo ácido sulfúrico que lhe é adicionado para evitar a sua aglomeração. Por esse motivo, o consumo de açúcar amarelo ou integral, bem como de outros edulcorantes naturais, não prejudica o organismo.
A. Hidratos de carbono fornecidos pelos cereais (trigo, centeio, milé ou milho-painço, milho, arroz, aveia e cevada). Estes contêm amido ou fécula, constituída por dois polímeros de glicose: a amilose, numa proporção de cerca de 25%, e a amilopectina, em cerca de 75%. O gérmen da semente contém lípidos, e a celulose que envolve a semente constitui uma importante fonte de fibra alimentar.
a. Função da amilose: Cada unidade de amilose contém seis unidades de glicose. Esta, através do seu metabolismo no ciclo da glicólise, gera ATP, uma molécula energética vital para numerosas funções do organismo. A carência de consumo de amilose pode ser compensada por outros alimentos que também forneçam ATP. No entanto, segundo a Alquinatura, a amilose apresenta duas unidades repetitivas: uma alfa-maltose, que é metabolizada para a produção de ATP, e outra beta-maltose, que não é metabolizada e transita para o intestino grosso, servindo de alimento às bactérias simbióticas da flora intestinal. Em contrapartida, estas bactérias fornecem vitamina B12, magnésio, vitamina E e vitamina D.
Doenças provocadas pela carência destas substâncias:
i. Vitamina B12: A sua carência provoca:
1. Anemia perniciosa.
2. Transtornos neurológicos.
3. Arterioscleroses.
4. Alteração na transcrição do ADN.
5. Recetores imunológicos e hormonais.
ii. Vitamina E: As suas funções são:
1. É fundamental para a produção da hormona eritropoietina, segregada na zona justaglomerular dos rins. A carência desta hormona provoca anemia por défice de eritrócitos, uma vez que intervém diretamente na sua síntese.
2. Manutenção das gengivas, das arcadas dentárias e dos dentes.
3. Manutenção do folículo piloso para as proteínas do córtex capilar (cabelo).
4. Manutenção das neurofibrilas dos nervos.
5. É um antioxidante que actua contra os radicais livres, que danificam os tecidos e as células.
iii. Vitamina D: É produzida na pele a partir do 7-desidrocolesterol, pela ação dos raios UVB da luz solar. No fígado transforma-se numa hormona, a 25-hidroxicolecalciferol, que se associa a uma ‘proteína de ligação’ da vitamina D (DBP); daí segue para o rim, onde é ativada sob a forma de 1,25-hidroxicolecalciferol.
Alguns alimentos que contêm vitamina D são:
1. Peixe azul.
2. Gema de ovo.
3. Manteiga.
4. Leite.
5. Cogumelos.
Quantidade de vitamina D fornecida ao organismo de acordo com as suas necessidades, numa escala de 1 a 10:
1. Luz solar (5).
2. Alimentos (4).
3. β-maltose (10).
Doenças causadas pela carência de vitamina D:
1. Osteomalacia e raquitismo (R).
2. Hipotiroidismo (H).
3. Metabolismo dos eicosanóides, anti-inflamatórios naturais (V).
4. Metabolismo das proteínas do córtex do folículo piloso (cabelo) (E).
iv. Magnésio: Encontra-se em alimentos como o chocolate, a amêndoa, a semente de linho, as tâmaras, o milho, o centeio, o grão-de-bico, o arroz, as azeitonas, o azeite, entre outros.
Numa escala de 1 a 10, o contributo destas fontes alimentares para as necessidades do organismo é de 5.
A beta-maltose, metabolizada pela microbiota, apresenta um contributo de 10.
As funções do magnésio são:
1. Relaxa o esfíncter anal interno (involuntário) e o externo (voluntário), prevenindo a obstipação (IG).
2. Relaxa os capilares sanguíneos, prevenindo a hipertensão (C).
3. Relaxa os esfíncteres do cárdia e do píloro. Previne a hérnia do hiato e a estenose pilórica (E).
4. Relaxa os músculos. Previne as contracturas musculares (Pa).
b. Função da amilopectina, polímero dos cereais. A amilopectina é constituída por moléculas de amido com milhares de ramificações de glicose. Para além de ser uma importante fonte de ATP, a amilopectina possui uma substância lipídica, o triacilglicerídeo, que intervém na função das células horizontais da retina, responsáveis por amortecer as radiações ópticas. A carência desta substância provoca alterações da visão e insónia.
7.3. Desnutrição por carência de lípidos
Acima da ciência da nutrição encontra-se a realidade empírica e a realidade quântica. Assim, vemos como, uma e outra vez, a ciência altiva se apresenta, por analogia, a preto e branco, sem ter em conta as cores que se manifestam na realidade quântica. É através do conhecimento das inter-relações entre as coisas que podemos intervir na sua natureza e não nos deixarmos arrastar por esta corrente linear que não deixa de criar raízes nas pessoas.
· A eliminação das leguminosas na alimentação: As leguminosas possuem quatro elementos fundamentais para a função nutricional: proteínas essenciais para as histonas, hidratos de carbono (amido), fibras e lípidos. As proteínas das leguminosas podem ser substituídas por outros alimentos; o amido e as fibras, igualmente. Contudo, as leguminosas contêm lípidos que são essenciais e que não podem ser substituídos: os ácidos gordos alfa-linolénicos. Estes encontram-se nas folhas verdes das plantas, nos frutos secos e nas leguminosas, sendo que, nestas últimas, apresentam características distintas das restantes fontes.
As funções do ácido gordo alfa-linolénico das leguminosas são:
a. Intervém na produção de substâncias do sistema fibrinolítico, responsável pela degradação da fibrina que se forma nos vasos sanguíneos, evitando o aparecimento de trombos.
b. Ajuda à absorção da vitamina B12 no intestino delgado.
c. Facilita a função do axoplasma dos nervos e neurónios.
d. Regula, no fígado, a produção de enzimas envolvidas na síntese das cartilagens.
7.4. Desnutrição por carência de vitaminas.
Os distúrbios funcionais e o colapso do organismo são característicos da carência de vitaminas. Os processos metabólicos da nutrição necessitam das vitaminas para se realizarem adequadamente.
As fontes de vitaminas mais importantes são:
Vitamina B1 ou Tiamina | |
Fontes externas: | · Arroz integral. · Trigo integral. · Tâmaras. · Pera. · Cacau. |
Microbiota (produzidas pelas bactérias simbióticas a partir dos alimentos):
| · Algas. · Óleo de sésamo. · Azeite. · Azeitonas. · Arroz integral. · Bolota. · Centeio. |
Funções: | · Intervém na tiroide na produção de tiroglobulina (TGB). · É fundamental para a transcrição das hormonas do duodeno. · Controla a transcrição das células do timo. |
Vitamina B2 ou Riboflavina | |
Fontes externas: | · Lacticínios. · Ovos. · Aveia. · Melancia. · Tomate. |
Microbiota (produzidas pelas bactérias simbióticas a partir dos alimentos):
| · Ameixa seca. · Milho. · Açúcar de cana e melaço. · Ameixa. · Ovos. · Leite de cabra. · Marmelo. |
Funções: | · Intervém no funcionamento muscular (contrações). · Atua no funcionamento das fibras elásticas dos vasos sanguíneos (R). Evita a rigidez e as dores. · Intervém na respiração da pele, nos dermassomas. Evita eczemas. |
Vitamina B3 ou Niacina | |
Funções externas: | · Ovos. · Leite. · Trigo integral. · Algas. · Maçã. |
Microbiota (produzidas pelas bactérias simbióticas a partir dos alimentos):
| · Azeitonas. · Leite. · Ovos. · Óleo de girassol biológico (extração a frio). · Hortaliças. · Algas. · Feijão-verde. · Leite de vaca. · Soja. · Trigo integral. |
Funções: | · Intervém na medula óssea para a produção de fibroblastos (Pa). Restabelece o tecido após traumatismo ou desgaste: pele, vasos sanguíneos, ossos, cartilagens, músculos, etc. · Atua no funcionamento do sistema reticular ativador, que regula os ciclos de sono e vigília (V). · Intervém no metabolismo do ferro (anemia). |
Vitamina PP ou Nicotinamida | |
Funções externas: | · Feijão-verde. · Castanhas. · Algas. |
Microbiota (produzidas pelas bactérias simbióticas a partir dos alimentos):
| · Maçã. · Pera. · Milho. · Noz. · Ovos. |
Funções: | · Atua sobre o músculo cardíaco (hipotensão arterial, insónia, ansiedade, desfalecimento) (C). · Permite a absorção da vitamina B12 no intestino delgado (anemia perniciosa) (ID). · Regula os microtúbulos dos nervos (alteração locomotora) (IG). |
Vitamina B5 ou Ácido pantoténico | |
Funções externas: | · Melancia. · Óleo de milho. · Aipo. · Ovos. · Limão. · Milho. |
Microbiota (produzidas pelas bactérias simbióticas a partir dos alimentos):
| · Soja. · Feijão-verde. · Amendoins. · Avelãs. · Cacau. |
Funções: | · Intervém no reflexo da micção da bexiga (V). · Funcionamento das meninges medulares e cerebrais. · Atua na matriz germinativa do folículo piloso (alopecia e calvície). |
Vitamina B6 ou Piridoxina | |
Funções externas: | · Cereais integrais. · Ovos. · Verduras. · Soja. · Leite. · Batatas. |
Microbiota (produzidas pelas bactérias simbióticas a partir dos alimentos):
| · Tomate. · Alface. · Anona. · Ameixa seca. · Maçã. · Mirtilos. · Noz. · Melancia. · Mel. · Ovos. · Leite de cabra. · Cacau. · Cevada. · Tâmaras. · Espinafres. · Morangos. · Banana. · Queijo de ovelha (100 gr.). |
Funções: | · Secreção de ala-sintase hepática para a síntese da hemoglobina (anemia). · Funcionamento das válvulas venosas (varizes). · Atua sobre os microtúbulos das células dos nervos (alteração da locomoção). |
Vitamina B8 ou Biotina | |
Funções externas: | · Verduras de folha verde. · Óleo de girassol biológico (extração a frio). |
Microbiota (produzidas pelas bactérias simbióticas a partir dos alimentos):
| · Cenoura. · Mirtilo. · Amora. · Tâmara. · Ovo de codorniz. · Aveia. · Amendoim. · Avelã. · Centeio. · Grão-de-bico. · Lentilhas. · Maçã. · Uvas. · Passas de uva. |
Funções: | · Actua nas células do estômago na secreção de hormonas, enzimas e ácido clorídrico, estando relacionada com alterações digestivas).
· Intervém no funcionamento dos bastonetes e cones da retina, estando associada a alterações da visão). · Permite a absorção intestinal da vitamina B12, prevenindo quadros de anemia. |
Vitamina B9 ou Ácido fólico | |
Funções externas: | · Repolho. · Brócolo. · Pistácio. · Alga. |
Microbiota (produzidas pelas bactérias simbióticas a partir dos alimentos):
| · Framboesa. · Morango. · Ovo. · Queijo de ovelha. · Cacau. · Castanha. · Pepino. · Tomate. · Uva. · Arroz integral. · Abóbora. · Cebola. · Cogumelo. · Espargo. · Leite. · Melão. · Pipas de girassol. · Setas. |
Funções: | · Células‑mãe dos eritrócitos (anemia). · Atua no funcionamento da tiroide: peroxidase (hipotiroidismo). · Intervém no funcionamento do corpo vítreo do olho (descolamento da retina e miodesopsias, vulgarmente designadas por “moscas volantes”) (Pa). |
Vitamina B12 Cianocobalimina | |
Fontes externas: | · Queijo. · Leite. · Ovo. |
Microbiota (produzidas pelas bactérias simbióticas a partir dos alimentos):
| · Trigo integral. · Repolho. · Tâmara. · Cerveja. · Champanhe. · Cava. |
Funções: | · Formação dos eritrócitos (anemia megaloblástica). · Para as células de Schwann: mielina (alteração da locomoção). · Funcionamento dos neurónios motores. |
Vitamina B12 Hidroxilcobalimina | |
Fontes externas: | · Algas. · Sésamo. · Óleo de girassol biológico (extração a frio). |
Microbiota (produzidas pelas bactérias simbióticas a partir dos alimentos):
| · Óleo de girassol biológico (extração a frio). · Alga. · Feijão branco · Ameixa. · Alho. |
Funções: | · Para a neurofibrila dos nervos (alteração da locomoção). · Atua nos recetores do sistema imunológico e sistema hormonal. · Para a transcrição do ADN. |
Vitamina C ou Ácido Ascórbico | |
Fontes externas: | A vitamina C, para que possa ser sintetizada, virá sempre acompanhada pelo cloro (Cl). Dado que o cloro se evapora quando a temperatura sobe, a síntese da vitamina C a partir dos citrinos torna‑se mais difícil quando a temperatura ambiente aumenta. A Natureza compensa este défice na primavera e no verão, uma vez que o nosso organismo pode obter vitamina C a partir de outras frutas ácidas, tais como:
· Laranja: cloro + cromo (pulmão) · Morango: cloro + iodo (tiroide) · Melão: cloro + cromo · Tangerina: cloro + cromo + enxofre (drenante hepático) · Ameixa: cloro + enxofre · Nêspera: cloro + lítio (relaxante) · Cereja: cloro + ferro (anti anemia) · Alperce: cloro + cromo |
Microbiota (produzidas pelas bactérias simbióticas a partir dos alimentos): | · Uva. · Mel. · Pimento. |
Funções: | · Atua sobre as células do timo (infeções). · É necessária para o funcionamento do pâncreas endócrino (diabetes). · Intervém no funcionamento do baço: destruição de eritrócitos velhos e defeituosos (escorbuto; as células B do baço alteram‑se e destroem tecido do organismo). |
Vitamina A ou Retinol | |
Fontes externas: | · Betacaroteno fornecido por cenouras, abóbora e tomate. |
Microbiota (produzidas pelas bactérias simbióticas a partir dos alimentos): | · Abacate. · Manteiga. · Leite gordo. |
Funções: | · Atua sobre os foto-pigmentos da retina (alteração da visão). · Atua nos mioblastos para a produção de proteínas musculares (Pa) (fraqueza muscular). · É necessária para os canais de Havers dos ossos (artrose e artrite). |
Betacaroteno | |
Fontes externas: | · Amora. · Pimento. · Azeitona. |
Microbiota (produzidas pelas bactérias simbióticas a partir dos alimentos): | · Alho cru. · Amendoins. · Avelã. · Cacau. |
Funções: | · É necessária para a transcrição das células tipo II dos pulmões: surfactante (edema pulmonar). · Atua nos gânglios linfáticos para a maturação dos leucócitos (alteração imunológica). · Intervém na secreção do fator intrínseco; isso permite a absorção intestinal da vitamina B12 (anemia). |
Licopeno e luteína | |
Fontes externas: | · Batata. · Rábano. · Abóbora. · Ovo (gema). |
Microbiota (produzidas pelas bactérias simbióticas a partir dos alimentos): | · Toranja · Papaia. · Kiwi. · Tremoço. |
Funções: | · Secreção de óxido nítrico pelos vasos sanguíneos: vasodilatador (hipertensão). · Atua nos vasos sanguíneos ao nível da elastina (rigidez). · Intervém no funcionamento dos esfíncteres anais dos intestinos (dificuldade em evacuar). |
Vitamina D ou Colecalciferol | |
Fontes externas: | · Ovo (gema). · Manteiga. · Leite. · Cogumelo. · Luz solar. |
Microbiota (produzidas pelas bactérias simbióticas a partir dos alimentos): | · Beta-maltose do amido dos cereais. |
Funções: | · Evita a osteomalacia e o raquitismo (R). · Previne o hipotiroidismo (H). · Atua no metabolismo dos eicosanóides como anti-inflamatórios naturais (V). · Intervém no metabolismo das proteínas da camada cortical do folículo piloso, cabelo (E). |
Vitamina E ou Tocoferol | |
Fontes externas: | · Azeite. · Milho. · Noz. · Cacau. · Pipas de girassol. |
Microbiota (produzidas pelas bactérias simbióticas a partir dos alimentos): | · Centeio. · Tomate. · Algas. |
Funções: | · É fundamental para a produção da hormona eritropoietina, segregada na zona justaglomerular dos rins. A carência desta hormona provoca anemia por falta de eritrócitos (intervém na sua síntese). · Atua na manutenção dos molares e dos dentes. · Atua na manutenção do folículo piloso para as proteínas da camada cortical do cabelo. · Intervém na manutenção das neurofibrilas dos nervos. |
Elementos que alteram a microbiota:
1. Fermentos químicos (pão, biscoitos, etc.).
2. Infeção por vibrio vulníficos.
3. Infeção por parasitas e larvas intestinais.
4. Excesso de ingestão de carne e peixe (mais de três dias por semana).
5. Antibióticos.
Continua em próxima publicação



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