O REINO DA VIDA
- Luisa Coelho
- 8 de dez. de 2025
- 41 min de leitura

Autor: Antonio M. F.
Tradução: Luisa Coelho
Revisão: Silvia Neves
CAPÍTULO 9 - O LENHADOR DAS MALDADES
Por vezes ouvem-se críticas que tocam o cerne dos conflitos. Contudo, acima de tais contendas, ergue-se a grande rapsódia do realejo celeste e, em contraposição a este, o negro realejo do mundo das trevas. Nem sempre se está desperto; na realidade, muitas vezes não nos apercebemos de que continuamos adormecidos. E aqui impõe-se a pergunta: serão todas as divagações que surgem na nossa mente, e que concluímos com um determinado tipo de pensamento, realmente nossas, ou obedecem a influências exteriores que nos conduzem a pensar de certo modo? Surge então a questão: quem é o grande inspirador das ideias?
“Mas disse-vos estas coisas, para que, quando chegar a hora, vos lembreis de que já vo-las tinha dito. Não vo-las disse desde o princípio, porque eu estava convosco.
Agora, porém, vou para aquele que me enviou; e nenhum de vós me pergunta: ‘Para onde vais?’
Mas, porque vos disse estas coisas, a tristeza encheu o vosso coração.
Contudo, digo-vos a verdade: convém-vos que eu vá; porque, se eu não for, o Consolador não virá a vós; mas, se eu for, enviá-lo-ei.
E, quando ele vier, convencerá o mundo do pecado, da justiça e do juízo: do pecado, porque não creem em mim; da justiça, porque vou para o Pai, e já não me vereis; e do juízo, porque o príncipe deste mundo já está julgado.
Ainda tenho muitas coisas para vos dizer, mas agora não as podeis suportar.
Quando, porém, vier o Espírito da Verdade, ele vos guiará a toda a verdade; porque não falará de si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido, e vos anunciará o que há de vir.
Ele me glorificará, porque tomará do que é meu e vo-lo anunciará.
Tudo quanto o Pai tem é meu; por isso vos disse que tomará do que é meu e vo-lo anunciará.”
La obra del Espíritu Santo – Juan 16:4-15
A arte mágica da vida sempre substitui a morte. No seu estado original, a natureza do Homem encontra-se ancorada ao terreno e, perdida na imensidão do universo da verdade, a grande maioria empreende uma peregrinação espiritual ou religiosa em direção ao monte que conduz a parte alguma. Só o conhecimento do bem e do mal assinala, aqui, o caminho que o Homem deve trilhar.
Para além deste conceito de sabedoria, é necessário que cada um se purifique, a fim de consumar a oferenda aos arquétipos e inscrever-se no Livro da Vida, que avança através do tempo como um comboio que recolhe os viajantes que seguem rumo ao Paraíso.
O Consolador de que nos fala Jesus, e que deve vir até nós, manifesta-se para restabelecer a ordem natural, fazendo concordar as leis que regem a Natureza, intimamente unida aos misteriosos processos vitais do organismo.
“Depois disto, olhei, e eis que vi uma porta aberta no céu; e a primeira voz que ouvi, como o som de trombeta a falar comigo, disse: Sobe aqui, e mostrar-te-ei as coisas que devem acontecer depois destas.
E, imediatamente, fui arrebatado em espírito; e eis que havia um trono estabelecido no céu, e sobre o trono estava alguém sentado.
O aspeto do que estava sentado era semelhante à pedra de jaspe e de cornalina; e ao redor do trono havia um arco-íris semelhante, em aparência, à esmeralda.
Ao redor do trono havia também vinte e quatro tronos, e vi sentados nesses tronos vinte e quatro anciãos, vestidos de vestes brancas, com coroas de ouro sobre as suas cabeças.
Do trono saíam relâmpagos, vozes e trovões; e diante do trono ardiam sete lâmpadas de fogo, que são os sete espíritos de Deus.
Diante do trono havia como que um mar de vidro, semelhante ao cristal; e junto do trono, e ao seu redor, quatro seres viventes cheios de olhos, por diante e por detrás.
O primeiro ser vivente era semelhante a um leão; o segundo era semelhante a um bezerro; o terceiro tinha rosto como de homem; e o quarto era semelhante a uma águia em voo.
E os quatro seres viventes tinham, cada um, seis asas, e ao redor e por dentro estavam cheios de olhos; e não cessavam, dia e noite, de dizer: Santo, santo, santo é o Senhor Deus Todo-Poderoso, aquele que era, que é e que há de vir.
E, sempre que os seres viventes davam glória, honra e ações de graças ao que está sentado no trono, ao que vive pelos séculos dos séculos, os vinte e quatro anciãos prostravam-se diante daquele que está sentado no trono, e adoravam o que vive pelos séculos dos séculos, e lançavam as suas coroas diante do trono, dizendo:
Senhor, digno és de receber a glória, a honra e o poder, porque Tu criaste todas as coisas, e por Tua vontade existem e foram criadas.”.
La adoración celestial – Apocalipsis 4:1-11
INTERPRETAÇÃO
- “Eis que vi uma porta aberta no céu”:
Aqui há que falar dos propósitos do ser humano para alcançar a vida eterna. Assim, é possível que, ao abrir-se a porta do Céu, se revele o caminho a seguir.
- “e a primeira voz que ouvi, como o som de trombeta a falar comigo, disse”:
É necessário que os seres humanos se estabeleçam num estado natural de paz e harmonia. Para alcançar tal estado, devem romper-se os esquemas da consciência estereotipada, do mesmo modo que as trombetas derrubaram as muralhas de Jericó.
- “Sobe aqui, e mostrar-te-ei as coisas que devem acontecer depois destas. E, imediatamente, fui arrebatado em espírito”:
Com a capacidade de poder compreender
- “e eis que havia um trono estabelecido no céu, e sobre o trono estava alguém sentado”:
Uma personagem bíblica sentar-se-á no trono do Céu na Terra.
- “O aspeto do que estava sentado era semelhante à pedra de jaspe”:
A natureza do jaspe está relacionada com o elemento gás e também com a música. É, portanto, uma personagem bíblica músico.
- “e de cornalina”:
Reflete o carácter essencialmente qualitativo do mundo das inter-relações, que é regido pelo elemento água, ‘cornalina’; relações com Deus e relações com os seus súbditos.
- “e ao redor do trono havia um arco-íris”:
Para que não haja qualquer confusão, falamos aqui da aliança de Deus com Noé.
“E disse Deus: Este é o sinal da aliança que estabeleço entre Mim e vós, e todo o ser vivente que está convosco, por todas as gerações.
O Meu arco tenho posto nas nuvens, e ele será por sinal da aliança entre Mim e a terra.
E acontecerá que, quando Eu fizer vir nuvens sobre a terra, aparecerá então o Meu arco nas nuvens”.
Génesis 9:12-14
- “semelhante, em aparência, à esmeralda”:
A esmeralda representa o rico tesouro do elemento terra, e esse tesouro está relacionado com a alimentação definida na aliança de Deus com Noé:
“Tudo o que se move e vive vos servirá de alimento; assim como as leguminosas e as plantas verdes, tudo isso vo-lo dei.
Porém carne com a sua vida — isto é, com o seu sangue — não comereis.
Porque, certamente, exigirei o sangue da vossa vida; tanto da mão de todo animal o exigirei como da mão do homem; da mão do varão para com o seu irmão exigirei a vida do homem”.
Génesis 9:3-5
- “Ao redor do trono havia também vinte e quatro tronos, e vi sentados nesses tronos vinte e quatro anciãos”:
Na antiga via da evolução do Verbo, na antevisão da existência de um movimento metafísico destinado a culminar o seu processo, é necessário que o bem e o mal se diferenciem. A obra da Natureza consiste em criar no homem a estrutura moral que o preserve no seu caminho evolutivo e impeça a sua própria destruição, bem como a destruição da própria Natureza.
A expressão estereotipada da moral leva-nos a abandonar a via do natural e fecha a porta do Céu. Sair dos estereótipos e entrar plenamente nos arquétipos é governar a vida em conformidade com a Natureza. O que se segue são vinte e quatro tronos imersos na corrente da Vida, participando no grande ciclo da metafísica, atuando como uma força viva e livre, conforme à sua lei inerente. Os arquétipos são a única realidade que faz o homem interagir, como o último elo da escala evolutiva, de forma coerente com tudo o que se move no Universo, sem que nada se desvie, e para que a ordem natural siga o seu ritmo.
A partir dos vinte e quatro arquétipos, que constituem o equipamento da moral, estabelecem-se os vinte e quatro tronos e, neles, sentados, vinte e quatro anciãos, aludindo à própria ação do Verbo (antigo, ancestral) e ao seu plano metafísico.
-“vestidos de vestes brancas, com coroas de ouro sobre as suas cabeças”:
O branco é a cor da pureza, e o ouro faz referência à transformação alquímica do metal que se oxida em ouro, que não se oxida. Esta é a forma pela qual o estereótipo, que oxida, envelhece e mata o organismo, se transforma em arquétipo, que purifica, renova e concede vida eterna ao ser.
Arquétipos da Moral:
1) MORAL – VITAL ELEMENTO:
Canal VISLUMBRAR:
Ponto | Preceito |
1 VSL | Ser fiel. |
2 VSL | Não ser usurária nem mesquinha. |
3 VSL | Não ser soberba. |
4 VSL | Educar bem os filhos. |
5 VSL | Não se deixe enganar pelos sonhos. |
6 VSL | Não inventar tramas ou mentiras. |
Canal ALMA:
Ponto | Preceito |
1 ALM | Proclamar a verdade. |
2 ALM | Não ser usurária nem mesquinha. |
3 ALM | Não ser maliciosa. |
4 ALM | Educar bem os filhos. |
5 ALM | Não inventar tramas ou mentiras. |
6 ALM | Não escolher o lado sombrio. |
Canal CONVIVÊNCIA COLETIVA:
Ponto | Preceito |
1 CNV | Não ser resmungona nem queixosa. |
2 CNV | Não ser arisca. |
3 CNV | Não ser tacanha nem mesquinha. |
4 CNV | Ser prudente. |
5 CNV | Ser clara, não ambígua. |
6 CNV | Viver com compromisso. |
Canal RECONHECEDOR DA MORAL:
Ponto | Preceito |
1 RMO | Usar corretamente a vidência ou a intuição. |
2 RMO | Reger corretamente a interpretação dos sonhos. |
3 RMO | Não enganar a si mesmo com falsos argumentos, nem acreditar nas próprias mentiras.. |
4 RMO | Estabelecer relações sinceras, e não de conveniência. |
5 RMO | Não deixar de fazer o que é necessário. Não mostrar passividade ante uma ação. |
6 RMO | Educar os filhos na doutrina. |
Canal MAGNO:
Ponto | Preceito |
1 MG | Ser ordenada na alimentação:• Sem défice de alimentos nem carências.• Dar importância aos sabores.• Não fazer dietas com restrições.• Não comer com gula.• Não comer fora de horas ou com pressa.• Não seguir dietas desordenadas. |
2 MG | Respeitar a liberdade, o pensamento e a livre iniciativa de outras pessoas ou de outros seres vivos:• Não amedrontar nem intimidar.• Não ser possessiva.• Não anular a outra pessoa.• Não ser repressora.• Não maltratar os outros, física ou psicologicamente.• Não reagir de forma explosiva perante as situações. |
3 MG | Manter a unidade do estamento ou grupo:• Respeitar o mestre.• Não ser vaidosa.• Cumprir as regras estabelecidas.• Não criar divisões.• Não gerar desânimo. |
4 MG | Não fugir da realidade:• Por medo.• Por inconsciência.• Por interesse.• Por solidão.• Por falta de expectativas.• Por incredulidade. |
5 MG | Não perder a fé. |
6 MG | Assumir o compromisso com a missão que lhe foi confiada. |
Canal SER ELEMENTO:
Ponto | Preceito |
1 SE | Não ignorar a bagagem afetiva do parceiro:• Por ciúmes (domínio, posse, infidelidade).• Por insatisfação (sexual, física).• Perante situações de adversidade ou conflito. |
2 SE | Procurar a justiça social |
3 SE | Não travar o desenvolvimento dos outros. |
4 SE | Ser respeitosa para com outras doutrinas, ideias, etc. |
5 SE | Aceitar as dificuldades da vida. |
6 SE | Enfrentar os conflitos, não fugir deles. |
2) MORAL - SUPRACONSCIÊNCIA ELEMENTO:
Canal SUPRACONSCIÊNCIA DA ÁRVORE DA VIDA:
Ponto | Preceito |
1 AV | Não adulterar nem prostituir o conhecimento. |
2 AV | Não adulterar nem prostituir a integridade das coisas. |
3 AV | Não adulterar nem prostituir a prática médica (por exemplo, naturopatas que não seguem os preceitos de Hipócrates) |
4 AV | Não adulterar nem prostituir a vidência (por exemplo, o vidente que não tem consciência de que a informação pode estar manipulada). |
5 AV | Não adulterar nem prostituir o trato com dos animais. |
6 AV | Não adulterar nem prostituir a política. |
Canal SUPRACONSCIÊNCIA DA ÁRVORE DA CIÊNCIA:
Ponto | Preceito |
1 AC | Não negar, ocultar nem perseguir a Deus. |
2 AC | Não negar, ocultar nem perseguir a medicina natural. |
3 AC | Não negar, ocultar nem perseguir o vegetarianismo. |
4 AC | Não negar, ocultar nem perseguir a música celeste. |
5 AC | Não negar, ocultar nem perseguir o desporto celeste. |
6 AC | Não negar, ocultar nem perseguir a Natureza. |
Canal ÁRVORE DAS DELÍCIAS:
Ponto | Preceito |
1 AD | Mobilizar-se para criar uma sociedade baseada na equidade. |
2 AD | Realizar a roda da vida. |
3 AD | Não exercer controlo sobre os outros. |
4 AD | Não limitar as relações a um só âmbito. |
5 AD | Não perder a alma para ganhar o mundo. |
6 AD | Ser generosa. |
Canal SUPRACONSCIÊNCIA DO PACTO:
Ponto | Preceito |
1 SCP | Reprimir os desejos negativos em relação ao sexo. |
2 SCP | Reprimir os desejos negativos em relação ao álcool, tabaco, drogas, etc. |
3 SCP | Reprimir os desejos negativos em relação à comida (gula). |
4 SCP | Não fugir da realidade; agir sem medo. |
5 SCP | Não ser resmungona nem queixosa; saber lidar com a vida. |
6 SCP | Não ser arisca; mostrar sensibilidade. |
Canal SUPRACONSCIÊNCIA DO LEVÍTICO:
Ponto | Preceito |
1 SCL | Não antepor o parceiro à justiça do Céu.Não antepor os ciúmes à justiça do Céu.Não antepor os ressentimentos à justiça do Céu. |
2 SCL | Não antepor os filhos à justiça do Céu. |
3 SCL | Não antepor os pais à justiça do Céu. |
4 SCL | Não antepor os próprios interesses à justiça do Céu. |
5 SCL | Não antepor os ciúmes à justiça do Céu. |
6 SCL | Não antepor os ressentimentos à justiça do Céu. |
Canal SUPRACONSCIÊNCIA DO REINO:
Ponto | Preceito |
1 SCR | Realizar-se na vida em relação aos estudos. |
2 SCR | Realizar-se na vida em relação à profissão. |
3 SCR | Realizar-se na vida em relação à aquisição de sabedoria. |
4 SCR | Realizar-se na vida em relação à formação de uma família íntegra. |
5 SCR | Realizar-se na vida em relação a ser misericordiosa. |
6 SCR | Realizar-se na vida em relação a ser humilde. |
3) TEMPLO ELEMENTOS:
Canal DOUTRINA:
Ponto | Preceito |
1 DT | Respeitar os outros. |
2 DT | Cumprir as regras ou leis naturais. |
3 DT | Ser feliz com o necessário para viver. |
4 DT | Deixar-se guiar pela sabedoria e não pela maioria. |
5 DT | Sentir empatia e afeto mútuo (não se aproveitar dos pobres, dos fracos, etc.). |
6 DT | Ter fé (conhecimento): o conhecimento da natureza das coisas, das que regem o Universo, não baseado em dogmas. |
Canal ÉTICA:
Ponto | Preceito |
1 ET | Não levantar falso testemunho. |
2 ET | Não matar nem ferir (não causar dano). |
3 ET | Não roubar. |
4 ET | Não perverter as relações sexuais (pedofilia, zoofilia, etc.). |
5 ET | Não adulterar (adultério físico). |
6 ET | Não adulterar (com falsidade) a doutrina, os critérios naturistas, a filosofia, os arquétipos, os arcanos, os cânones, etc. |
Canal PRAXIS DA VIDA:
Ponto | Preceito |
1 PX | Respeitar a Natureza. |
2 PX | Não comer animais. |
3 PX | Não tomar fármacos. |
4 PX | Não escutar música agressiva. |
5 PX | Não consumir alimentos prejudiciais ao organismo (fermentos como leveduras, conservantes, açúcares e cereais refinados, etc.) |
6 PX | Não consumir álcool em excesso. Nada de tabaco, nada de drogas |
Canal JUSTIÇA:
Ponto | Preceito |
1 JST | Lutar pela equidade. |
2 JST | Não menosprezar nem desprezar. |
3 JST | Mostrar empatia. |
4 JST | Ser uma pessoa íntegra. |
5 JST | Não fazer juízos arbitrários. |
6 JST | Não ignorar a injustiça. |
Canal LIBERAÇÃO:
Ponto | Preceito |
1 LB | Ser pessoa compreensiva. |
2 LB | Ser pessoa aberta e acessível. |
3 LB | Ser flexível, saber conduzir as situações com delicadeza e diplomacia. |
4 LB | Ser pessoa humilde, simples. |
5 LB | Ser pessoa ponderada. |
6 LB | Ser indulgente. |
Canal GNOSOLOGÍA:
Ponto | Preceito |
1 GN | Não ter ressentimento em relação a outras pessoas. |
2 GN | Não falar mal de ninguém de forma infundada- |
3 GN | Não ser hostil com o parceiro. |
4 GN | Ser uma pessoa misericordiosa. |
5 GN | Não se julgar superior aos outros. |
6 GN | Não ser uma pessoa repressora. |
1) Valor Elementos:
Canal EGO:
Ponto | Preceito (Ego patológico) |
1 EG | Pelo sexo (promiscuidade). |
2 EG | Pelo dinheiro (avarícia). |
3 EG | Pela importância ou títulos. |
4 EG | Pelo poder. |
5 EG | Por controlar. |
6 EG | Por ciúmes. |
Canal DEVER:
Ponto | Preceito |
1 DB | Julgar as coisas (não julgar sem conhecimento nem com especulações). |
2 DB | Pregar, difundir as ideias. |
3 DB | Ser solidário, até que se alcance a equidade, com os que sofrem. |
4 DB | Ter firmeza; manter-se nas boas ideias (doutrina, educação dos filhos, etc.). |
5 DB | Ser revolucionário; procurar transformar a sociedade, não ser passivo perante as injustiças. |
6 DB | Manter as seis boas relações (com Deus, fraternas, etc.). |
Canal PONDERAÇÃO:
Ponto | Preceito |
1 PD | Ser uma pessoa modesta. |
2 PD | Ser uma pessoa pacífica. |
3 PD | Ser uma boa pessoa. |
4 PD | Ser uma pessoa tolerante, aberta às ideias dos outros |
5 PD | Ser uma pessoa respeitosa. |
6 PD | Ser uma pessoa filantrópica, com capacidade de dar amor. |
Canal HÁBITOS:
Ponto | Preceito |
1 HT | Praticar desporto sem excesso. |
2 HT | Não viver com animais dentro de casa. |
3 HT | Manter o espaço habitacional limpo. |
4 HT | Não comer de forma compulsiva. |
5 HT | Dormir o necessário. |
6 HT | Cozinhar de forma harmoniosa (para que os alimentos recebam boas vibrações) |
Canal EU VITAL:
Ponto | Preceito |
1 YV | Domínio do espaço. |
2 YV | Trabalho (interação com o mundo laboral). |
3 YV | Vida quotidiana. |
4 YV | Educação. |
5 YV | Ideologia ou doutrina. |
6 YV | Empirismo (como se assume o conhecimento empírico ao longo do tempo, as técnicas que demonstraram resultados através dos anos). |
Canal CULTURA:
Ponto | Preceito |
1 CT | Conduta cívica. |
2 CT | Cultura do trabalho ou realização na vida. |
3 CT | Bagagem da vida (aplicação da experiência). |
4 CT | Levar uma vida prazerosa. |
5 CT | Cuidar do empirismo, da observação da realidade. |
6 CT | Conservar a língua (a linguagem, o idioma). |
- “Do trono saíam relâmpagos, vozes e trovões”:
Relâmpagos: Quem sabe cuidar da vida busca a energia original que alimenta e estabiliza o átomo. Este não é mais do que a parte infinitesimal da matéria. Se o átomo está em desequilíbrio, também a matéria o estará e, portanto, qualquer elemento do organismo que corresponda a esse átomo. Esta é a verdadeira etiologia da doença.
As energias cósmicas de que o ser humano dispõe — e que são as únicas capazes de estabilizar o átomo — obtêm-se através do Sistema Energético da Puntura, por meio de certas proteínas (neurotrofinas), que se ativam (relâmpagos) mediante potenciais de ação do Microcosmos (zona do tálamo), aumentando a recetividade dos fotões e da energia vibracional cósmica, dispostas a romper o enrijecimento atómico e a carregar os átomos.
Trovões: Nada mudará no organismo doente se os átomos não forem regulados. E nada mudará no átomo se a biomemória dos neurónios-tronco que regem o sistema correspondente afetado não possuir a informação da alteração atómica ou não for capaz de canalizar essa informação, desencadeando os mecanismos do Sistema Energético da Puntura.
A metáfora do “trovão” (som impactante) faz referência à vibração da música, não a qualquer tipo, mas a um género musical com características específicas que lhe conferem autenticidade. Assim, quase nada se sabe sobre os efeitos da música flamenca, executada por gente humilde, mas a mais rica em atributos celestiais para o organismo.
“Porque, assim como o relâmpago sai do oriente e se mostra até ao ocidente, assim será também a vinda do Filho do Homem”.
Mateo 24:27
Este versículo de Mateus contém a aplicação metafórica da medicina plena, que nasce no Oriente (Medicina Tradicional Chinesa) e se manifesta no Ocidente, já renovada (Alquinatura), impregnada pelos atributos celestiais do flamenco, que lhe conferem uma eficácia resolutiva.
E vozes: A alma universal omnipresente é a voz do Verbo, que só se liberta através da formação e da cognição da roda da vida. O influxo das correntes alquinaturistas reflete-se nos ensinamentos daquilo que recebemos do Céu e que nos permite transformar a pérola amarela do Oriente em ouro puro alquímico, e a pérola negra flamenca em pérola celeste e eterna.
- “e diante do trono ardiam sete lâmpadas de fogo”:
Na sua forma atual, as aspirações anímicas tornam-se inoportunas no tempo. A razão converte-se em estorvo por causa dos demónios. A atenção centrada na doença gera uma resignação perpétua, e o curso natural das coisas torna-se casual e desordenado. Tudo funciona de modo semelhante a algo que escapa ao raciocínio humano.
O caminho que conduz à serenidade é a fórmula mágica de potenciar o espírito. Este volta-se para as adversidades e vai as reduzindo progressivamente, até as eliminar por completo.
A força primordial de onde surge o espírito é a sabedoria. As infinitas melodias do 10 TCS Cognitivo possuem a chave; o sopro é o Céu, e assim, os sete elementos da cognição — analógico, intuitivo, conceptual, memorização de dados, objetivo, instintivo e musical — são impulsionados, natural e livremente, como um fogo purificador.
- “Diante do trono havia como que um mar de vidro, semelhante ao cristal”:
O mundo da atomização não deixa de fiar e de fazer brotar as suas criações, como jatos de água que emergem dos mares sombrios. A partir deste momento, o espelho onde as pessoas se contemplam vive a experiência da abertura dos governadores das trevas e do fecho das portas do Céu.
A grande iluminação que tudo penetra chama-se “televisão”.
- “e junto do trono, e ao seu redor, quatro seres viventes cheios de olhos, por diante e por detrás”:
A vida não necessita aspirar ao reconhecimento, porque nada lhe oferece resistência.
A partir disto, podemos desvendar algo da vida, impregnada pelo espírito do eterno e pelo que permite evitar a morte. Na grande ciência de Deus encontra-se a Árvore da Vida. Beber a poção mágica desta árvore é uma concessão divina feita àqueles que adquirem consciência e desejam aperfeiçoar o humano através do celeste. A natureza humana, hoje em dia, encontra-se sob a batuta do pecado original e, portanto, bebendo da Árvore da Ciência do Bem e do Mal e privada da Árvore da Vida, e assim, nascendo para morrer.
É preciso amar os Homens mais do que tudo pelas suas qualidades humanas. Ama-se o médico que sabe curar. Ama-se também Jesus, porque deu a sua vida para nos redimir e permitir que sejamos salvos. E deve-se amar Deus, porque Ele ama os Homens de bem e de boa vontade, e com suprema finalidade lhes concede o conhecimento e lhes dá “olhos à frente e atrás”
- “O primeiro ser vivente era semelhante a um leão”:
O caráter, essencialmente qualitativo, de rei da selva é atribuído ao leão. Ao chegarmos à literatura bíblica, esta anuncia-nos quem é o rei que governará a Terra durante o reinado do Messias (Isaías 11). Sem dúvida, refere-se ao rei David. (Também nos é anunciado noutras passagens bíblicas.).
- “o segundo era semelhante a um bezerro”:
De novo, encontramos outra passagem bíblica que nos fala do bezerro.
“Porque eis que vem o dia ardente como um forno, e todos os soberbos e todos os que praticam a maldade serão como palha; e aquele dia que há de vir os abrasará — diz Jeová dos Exércitos — e não lhes deixará nem raiz nem ramo.
Mas, para vós que temeis o Meu nome, nascerá o Sol da justiça, trazendo salvação nas suas asas; e saireis e saltareis como bezerros libertos do curral.
Pisareis os maus, que se tornarão cinza debaixo das plantas dos vossos pés, no dia em que Eu agir — diz Jeová dos Exércitos.
Lembrai-vos da lei de Moisés, Meu servo, a quem dei em Horeb estatutos e juízos para todo o Israel.
Eis que Eu vos envio o profeta Elias, antes que venha o grande e terrível dia de Jeová.
Ele converterá o coração dos pais aos filhos, e o coração dos filhos aos pais, para que Eu não venha e fira a terra com maldição”.
El advenimiento del día de Jehová – Malaquías 4:1-6
Não foram poucos os que consideraram João Batista como a reencarnação do profeta Elias, e assim é anunciado:
“Seis dias depois, Jesus tomou consigo Pedro, Tiago e João, seu irmão, e levou-os à parte a um monte alto.
E transfigurou-se diante deles; o seu rosto resplandeceu como o sol, e as suas vestes tornaram-se brancas como a luz.
E eis que lhes apareceram Moisés e Elias, que falavam com Ele.
Então Pedro disse a Jesus: Senhor, é bom estarmos aqui; se quiseres, faremos aqui três tendas — uma para Ti, outra para Moisés e outra para Elias.
Enquanto ele ainda falava, uma nuvem luminosa os envolveu; e eis que uma voz saiu da nuvem, dizendo: Este é o Meu Filho amado, em quem Me comprazo; a Ele ouvi.
Ao ouvirem isto, os discípulos prostraram-se com o rosto por terra e ficaram tomados de grande temor.
Então Jesus aproximou-Se, tocou-os e disse: Levantai-vos, e não temais.
E, erguendo os olhos, não viram ninguém, senão a Jesus apenas.
Quando desciam do monte, Jesus ordenou-lhes, dizendo: A ninguém conteis a visão, até que o Filho do Homem ressuscite de entre os mortos.
Então os discípulos perguntaram-Lhe: Por que dizem, pois, os escribas que é necessário que Elias venha primeiro?
Jesus respondeu: Em verdade, Elias virá primeiro e restaurará todas as coisas.
Mas digo-vos que Elias já veio, e não o reconheceram; antes fizeram com ele tudo o que quiseram. Assim também o Filho do Homem há de padecer por causa deles.
Então os discípulos compreenderam que lhes falara de João Batista”.
La transfiguración - Mateo 17:1-13
A terceira vinda de Elias situa-se na mais rigorosa oposição a uma igreja que caminha de mãos dadas com o mundo; a atenção que dedicou aos pobres e aos operários defraudados. Ele estava plenamente consciente de que a sua missão pastoral, como pároco, tinha de estar ao lado dos oprimidos e dos pobres de espírito.
A vivência de Elias em Sevilha não pode ser demonstrada de forma objetiva e só pode ser contemplada a partir de uma perceção espiritual, no âmbito da supraconsciência anunciada por Deus. A essência de Diamantino manifestou-se, na realidade, sob a forma de um cristianismo verdadeiro. A sua obra contém igualmente a doutrina de servir os outros e de lutar contra os opressores, e traça o rumo das igrejas dirigidas pelo diabo.
- “o terceiro tinha rosto como de homem”:
Não há nada que não deva a sua existência à consciência, que está em movimento contínuo, sem cessar. Viver a experiência da abertura das portas do Céu é ter consciência de que os costumes e as leis devem adaptar-se aos tempos. É necessário reunir a Natureza com o Verbo. Este encontra-se para além das conceções de que o ser humano dispõe. Só um homem sábio soube revelar o enigmático da sabedoria.
“Jeová possuía-me no princípio, desde a eternidade, antes das Suas obras.
Desde sempre fui estabelecida, desde o princípio, antes que existisse a terra.
Antes que houvesse abismos, fui gerada; antes que brotassem as fontes das muitas águas.
Antes que os montes fossem firmados, antes das colinas, já Eu havia sido gerada.
Ainda não tinha feito a terra, nem os campos, nem o primeiro pó do mundo.
Quando firmava os céus, Eu estava lá; quando traçava o círculo sobre a face do abismo”.
Proverbios 8:22:27
Soube permanecer humilde e sem vaidade, e foi proclamado pelo Verbo (sabedoria). E este assumiu rosto de Homem. E o seu nome é Salomão.
- “e o quarto era semelhante a uma águia em voo”:
A obra do profeta Daniel é um caminho para a elevação e a glória. Por sua mão chegou o poder de compreender o tempo do fim, (Daniel 12).
Este relato bíblico constitui, de certo modo, o fundamento de uma profecia que está íntima e essencialmente ligada a uma parte do Apocalipse. O nascimento que Daniel teve nos tempos que correm e a sua posterior morte acidental estão de acordo com a visão que teve do seu próprio devir (Daniel 12:13). O que resta para completar a profecia é: “e levantar-te-ás para contemplar a tua herança no fim dos dias”.
A metáfora de “semelhante a uma águia a voar” está de acordo com o versículo de Mateus 24:28.
“Porque onde quer que estiver o corpo morto, aí se juntarão as águias”.
Mateo 24:28
Porque, para compreender o significado do corpo morto, basta entendermos o estado em que ficamos quando um familiar nos abandona. A partir desse momento, o espelho da alma torna-se escuro e vive a experiência de uma morte em vida. “As águias que nos deixaram” são aquelas que souberam voar até aos Céus, pela sua forma de vida e pelos seus critérios filosóficos e doutrinais. E a promessa que Jesus nos faz, através de Mateus, é que se reunirão novamente connosco, “Porque onde quer que estiver o corpo morto, aí se juntarão as águias”.
- “E os quatro seres viventes tinham, cada um, seis asas”:
Quem possui asas sabe voar. O traje dos grandes costumes é branco e resplandecente, em ligação com as benéficas energias do cosmos, e corre atrás do inatingível. Isto revela um modo de agir destinado a elaborar um sistema tático-estratégico, resultante da prática de certos tipos de atividades que compõem a roda da vida: música, educação, exercício, alimentação, medicina e relações. Tudo isso nos ajuda a salvaguardar das circunstâncias da vida, hoje impregnada pela ação de Satanás e dos seus demónios.
- “e ao redor e por dentro estavam cheios de olhos”:
Trata-se de um sistema mágico que permite um diagnóstico através do teste alquinaturista, combinando o diagnóstico das doenças (“por dentro”) com o testar de elementos de outra natureza, como as atividades alquinaturistas, a consulta da Bíblia ou de um livro (“ao redor”).
A MAIS PROFUNDA INQUIETAÇÃO
“Depois olhei, e eis que o Cordeiro estava de pé sobre o monte Sião, e com Ele cento e quarenta e quatro mil, que tinham o seu nome e o nome de seu Pai escrito na testa.
E ouvi uma voz do Céu, como o estrondo de muitas águas e como o som de um grande trovão; e a voz que ouvi era como a de harpistas que tocavam as suas harpas.
E cantavam um cântico novo diante do trono, diante dos quatro seres viventes e dos anciãos; e ninguém podia aprender o cântico senão aqueles cento e quarenta e quatro mil que foram redimidos de entre os da Terra.
Estes são os que não se contaminaram com mulheres, pois são virgens. Estes são os que seguem o Cordeiro para onde quer que vá. Estes foram redimidos de entre os Homens como primícias para Deus e para o Cordeiro; e na sua boca não se achou mentira, pois são irrepreensíveis diante do trono de Deus”.
Apocalipsis 14:1-5
I INTERPRETAÇÃO:
- “Depois olhei, e eis que o Cordeiro estava de pé sobre o monte Sião”:
O termo “Sião” foi usado pela primeira vez nas Sagradas Escrituras para designar a cidade de David (2 Samuel 5:7). O sentido da aplicação apocalíptica procura pôr a tónica em David e em como ele é aqui personificado de modo retórico, para que possa ser assimilado e identificado, à vista, como figura dirigente da revelação apocalíptica.
- “e com Ele cento e quarenta e quatro mil, que tinham o seu nome e o nome de seu Pai escrito na testa”:
A atenção dedicada pelos funcionários do diabo não conhece o sentimento humano da dor. As suas sentenças compõem um plano destinado a eliminar aqueles que fazem parte do plano de Deus. As forças primordiais de que brota a defesa contra esses ataques demoníacos residem em pôr a ênfase no desenvolvimento das funções talâmicas. Deste modo, o caminho para nos libertarmos dos demónios é aquele em que fluem as energias interiores do organismo, permitindo-nos assim superar as inibições demoníacas.
Este processo de desenvolvimento talâmico torna-se possível graças à intervenção do Cordeiro.
- “E ouvi uma voz do Céu, como o estrondo de muitas águas”:
O Céu sabe guiar as suas ações e levar-nos-á a ordenar aquilo que foi desordenado. É preciso agir sobre as águas, metáfora do mal e do negativo.
- “e como o som de um grande trovão”:
Nada resiste à melodia flamenca quando as sequências estão devidamente ordenadas.
- “e a voz que ouvi era como a de harpistas que tocavam as suas harpas”:
Se nos perguntarmos que personagem bíblica tocava a harpa, já sabemos quem é.
- “E cantavam um cântico novo diante do trono”:
Nova versão dos palos flamencos.
DOENÇA E PECADO
“Ao passar, Jesus viu um homem cego de nascença. E os seus discípulos perguntaram-lhe, dizendo: Rabi, quem pecou, este ou os seus pais, para que nascesse cego?
Jesus respondeu: Nem ele pecou, nem os seus pais; mas foi assim para que as obras de Deus se manifestem nele. É necessário que Eu faça as obras daquele que Me enviou enquanto é dia; vem a noite, quando ninguém pode trabalhar. Enquanto estou no mundo, sou a luz do mundo.
Dito isto, cuspiu em terra, fez lodo com a saliva, ungiu com o lodo os olhos do cego e disse-lhe: Vai lavar-te ao tanque de Siloé (que quer dizer Enviado).
Ele foi, lavou-se e voltou vendo. Então os vizinhos, e os que antes o tinham visto mendigar, diziam: Não é este o que se sentava a mendigar?
Uns diziam: É ele; outros: Parece-se com ele. Ele dizia: Sou eu.
Perguntaram-lhe, pois: Como te foram abertos os olhos?
Ele respondeu e disse: Aquele homem que se chama Jesus fez lodo, ungiu-me os olhos e disse-me: Vai ao Siloé e lava-te; fui, lavei-me e recuperei a vista.
Então lhe perguntaram: Onde está Ele?
Ele respondeu: Não sei.”.
Jesús sana a un ciego de nacimiento – Juan 9:1-12
Poucas são as doenças que não estão relacionadas com o pecado. Daí se deduz que a moral deve estar sempre lúcida e saber distinguir entre o bem e o mal.
O maior erro do Homem consiste em arrebatar à consciência a sua virtude.
Quem possui consciência, possui a Vida.
A MUDANÇA
“Um homem principal perguntou-lhe, dizendo: Mestre bom, que farei para herdar a vida eterna?
Jesus respondeu-lhe: Por que me chamas bom? Ninguém é bom, senão só Deus. Sabes os mandamentos: Não cometerás adultério; não matarás; não furtarás; não dirás falso testemunho; honra teu pai e tua mãe.
Ele disse: Tudo isso tenho guardado desde a minha juventude.
Quando Jesus ouviu isto, disse-lhe: Ainda te falta uma coisa: vende tudo o que tens, dá-o aos pobres e terás um tesouro no Céu; depois vem e segue-me.
Mas, ao ouvir isto, ele ficou muito triste, porque era muito rico.
Vendo-o assim triste, Jesus disse: Quão dificilmente entrarão no Reino de Deus os que têm riquezas! Pois é mais fácil um camelo passar pelo fundo de uma agulha do que um rico entrar no Reino de Deus.
Os que ouviram isto perguntaram: Quem, então, poderá ser salvo?
Ele respondeu: O que é impossível aos homens é possível a Deus.
Então Pedro disse: Eis que nós deixámos tudo e te seguimos.
E Ele respondeu: Em verdade vos digo que ninguém há que tenha deixado casa, ou pais, ou irmãos, ou mulher, ou filhos, por amor do Reino de Deus, que não receba muito mais neste tempo, e, no século vindouro, a vida eterna”.
El joven rico – Lucas 18:18-30
Entre as exposições bíblicas mais notórias, encontra-se aquela que faz referência aos ricos. O que beneficia os seres humanos é afastar-se das ambições e procurar uma vida satisfatória, tendo um bom trabalho, uma casa, boa comida e uma família, e que a vida seja serena e feliz.
Por vezes, um empresário precisa tornar-se rico perante a grande concorrência social e o desenvolvimento das empresas. Isso faz parte da forma como a vida social se estrutura em torno do trabalho e do seu progresso. Assim, vemos que um empresário que seja rico, mas não defraude o trabalhador nem o explore, contribui para realizar um bem social. Deste modo, “o que é impossível para o homem, é possível para Deu”.
O INÍCIO DA METAMORFOSE
“No primeiro dia da festa dos pães sem fermento, quando se costumava sacrificar o cordeiro pascal, os seus discípulos disseram-lhe: Onde queres que vamos fazer os preparativos para comeres a Páscoa?
Então, enviou dois dos seus discípulos, dizendo-lhes: Ide à cidade, e um homem que leva um cântaro de água vos encontrará; segui-o, e, onde ele entrar, dizei ao dono da casa: O Mestre manda perguntar: Onde é o meu aposento no qual hei de comer a Páscoa com os meus discípulos? E ele vos mostrará um espaçoso cenáculo mobilado e preparado; fazei ali os preparativos.
Saíram, pois, os discípulos, foram à cidade e, achando tudo como Jesus lhes dissera, prepararam a Páscoa.
Chegada a tarde, foi com os doze.
E, estando à mesa e comendo, disse Jesus: Em verdade vos digo que um dentre vós, que come comigo, me trairá.
Então eles começaram a entristecer-se e a dizer-lhe, um após outro: Porventura, sou eu?
Respondeu-lhes: É um dos doze, o que mete comigo a mão no prato. Pois o Filho do Homem vai, como dele está escrito; mas ai daquele por intermédio de quem o Filho do Homem é traído! Melhor lhe fora não haver nascido!
E, enquanto comiam, tomou Jesus um pão e, abençoando-o, o partiu e lhes deu, dizendo: Tomai, isto é o meu corpo.
A seguir, tomou Jesus um cálice e, tendo dado graças, o deu aos seus discípulos; e todos beberam dele.
Então lhes disse: Isto é o meu sangue, o sangue da nova aliança, derramado em favor de muitos.
Em verdade vos digo que jamais beberei do fruto da videira, até àquele dia em que o hei de beber, novo, no Reino de Deus”.
Institución de la cena del Señor – Marcos 14:12-25
Acima de todas as coisas, Jesus prega uma doutrina baseada na humildade como caminho para a elevação. Para o Céu, os desejos exacerbados e os egos patológicos são a fonte de todos os males.
É preciso amar a Natureza com extrema paixão e amar também os seres que a compõem. Daí que qualquer agressão que se produza contra ela deva ser reprovada. Isto equivale a dizer que devemos amar a Deus sobre todas as coisas, pois Deus é a Natureza, o Verbo feito carne.
Jesus traz-nos um novo mandamento: “Amarás o teu próximo como a ti mesmo.” Esta é a lei da empatia na sua expressão mais pura. Este é o apoio mais útil para manter uma ordem universal que abrange todos os seres do Universo.
O PARAÍSO TERRENO
“Aconteceu que, três dias depois, Paulo convocou os principais dos judeus e, quando eles se reuniram, disse-lhes: Eu, varões irmãos, não tendo feito nada contra o povo nem contra os costumes dos nossos pais, fui entregue preso desde Jerusalém nas mãos dos romanos; os quais, depois de me examinarem, quiseram soltar-me, por não encontrarem em mim nenhuma causa de morte.”.
Mas, opondo-se os judeus, vi-me obrigado a apelar para César; não porque tenha algo de que acusar a minha nação.
Por esta causa, pois, vos chamei para vos ver e falar convosco, porque é por causa da esperança de Israel que estou preso com esta cadeia.
Então eles disseram-lhe: “Nós não recebemos da Judeia nenhuma carta a teu respeito, nem veio algum dos irmãos que tenha denunciado ou falado mal de ti. Mas desejamos ouvir de ti o que pensas, pois acerca desta seita sabemos que, em toda a parte, se fala contra ela.”
E, tendo-lhe marcado um dia, muitos vieram ter com ele à hospedaria; e ele lhes expôs e testemunhou o Reino de Deus, desde a manhã até à tarde, procurando persuadi-los a respeito de Jesus, tanto pela Lei de Moisés como pelos Profetas.
Alguns criam no que se dizia, mas outros não acreditavam.
E, como não estivessem de acordo entre si, retirando-se, Paulo disse-lhes esta palavra: “Bem falou o Espírito Santo, por meio do profeta Isaías, aos nossos pais, dizendo: ‘Vai a este povo e dize: De ouvido ouvireis, e não entendereis; e vendo vereis, e não percebereis; porque o coração deste povo se tornou insensível, e com dificuldade ouviram com os ouvidos, e fecharam os seus olhos, para que não vejam com os olhos, nem ouçam com os ouvidos, nem entendam com o coração, nem se convertam, e Eu os cure. ’Sabei, pois, que esta salvação de Deus é enviada aos gentios, e eles a ouvirão.”
E, havendo dito isto, os judeus retiraram-se, tendo entre si grande discussão.
Paulo permaneceu dois anos inteiros numa casa alugada, recebendo todos os que vinham ter com ele, pregando o Reino de Deus e ensinando acerca do Senhor Jesus Cristo, abertamente e sem impedimento
Pablo predica en Roma – Hechos 28:17-31
A doutrina cristã destaca-se pela sua notável peregrinação da autoridade de Cristo para os apóstolos. Desta forma, despertava-se um desejo incomum. E é nisso que reside a propagação rápida e exponencial da doutrina cristã. Quando se adquire consciência, então surgem as ações, e é o começo inequívoco de algo que se expande.
O ENGANO MORAL DE SI MESMO
“Finalmente, irmãos, rogamo-vos e exortamo-vos no Senhor Jesus que, assim como aprendestes de nós a maneira como deveis conduzir-vos e agradar a Deus, assim também abundeis cada vez mais.
Porque sabeis que instruções vos demos pelo Senhor Jesus; pois esta é a vontade de Deus: a vossa santificação; que vos abstenhais da fornicação; que cada um de vós saiba conservar o seu próprio corpo em santidade e honra; não em paixão de concupiscência, como os gentios que não conhecem a Deus; que ninguém ofenda nem engane o seu irmão em coisa alguma, porque o Senhor é vingador de todas estas coisas, como já vos temos dito e testificado.
Pois Deus não nos chamou à impureza, mas à santificação. Assim, quem rejeita estas coisas, não rejeita um homem, mas a Deus, que também nos deu o seu Espírito Santo.
Mas, quanto ao amor fraternal, não tendes necessidade de que vos escreva, porque vós mesmos fostes ensinados por Deus a amar-vos uns aos outros; e é o que fazeis com todos os irmãos que estão em toda a Macedónia.
Porém, exortamo-vos, irmãos, a que abundeis cada vez mais nisso; e procureis viver tranquilamente, ocupar-vos dos vossos próprios assuntos e trabalhar com as vossas mãos, conforme vos temos mandado, para que vos conduzis de modo digno para com os de fora e não tenhais necessidade de coisa alguma”.
La vida que agrada a Dios – 1 Tesalonicenses 4: 1-12
Não se deve imaginar o ser humano como alguém que age em liberdade e por sua própria conta.
O equador, ou linha média que separa a vontade própria de uma vontade programada e dirigida pelo diabo, chama-se transgressão da moral. Na abóbada celeste, a transgressão é comparada a uma semente que gera as possibilidades de uma perda de critérios próprios, colocando-te sob a tutela do príncipe do abismo e das trevas.
A FACULDADE INTUITIVA
“Depois destas coisas, vi outro anjo descer do Céu com grande poder, e a terra foi iluminada com a sua glória. E clamou fortemente com voz poderosa, dizendo: Caiu, caiu a grande Babilónia, e tornou-se morada de demónios e guarida de todo o espírito impuro, e refúgio de toda a ave impura e aborrecível. Porque todas as nações beberam do vinho da ira da sua fornicação; e os reis da terra se prostituíram com ela, e os mercadores da terra se enriqueceram com a abundância das suas delícias.
E ouvi outra voz do Céu que dizia: Saí dela, povo Meu, para que não sejais participantes dos seus pecados, e para que não recebais das suas pragas; porque os seus pecados chegaram até ao Céu, e Deus lembrou-Se das suas maldades.
Dai-lhe como ela vos deu, e pagai-lhe em dobro segundo as suas obras; no cálice em que preparou bebida, preparai-lhe o dobro.
Tanto quanto se glorificou e viveu em deleites, assim lhe dai tormento e pranto; porque diz no seu coração: Estou sentada como rainha, não sou viúva e não verei tristeza.
Por isso, num só dia virão as suas pragas: morte, pranto e fome; e será queimada com fogo, porque poderoso é o Senhor Deus que a julga.
E os reis da terra, que se prostituíram e viveram em deleites com ela, chorarão e lamentar-se-ão sobre ela, quando virem o fumo do seu incêndio; estando de longe, pelo temor do seu tormento, e dizendo: Ai! ai daquela grande cidade, Babilónia, a cidade forte! porque numa só hora veio o teu juízo.
E sobre ela chorarão e lamentar-se-ão os mercadores da terra, porque já ninguém compra as suas mercadorias: mercadorias de ouro, de prata, de pedras preciosas e de pérolas, de linho fino, de púrpura, de seda e de escarlata; toda madeira odorífera, todo vaso de marfim e todo vaso de madeira preciosa, de cobre, de ferro e de mármore; e canela, aromas, unguentos, incenso, mirra e olíbano, vinho, azeite, flor de farinha, trigo, gado, ovelhas, cavalos e carros, e corpos e almas de homens.
Os frutos do desejo da tua alma se apartaram de ti, e todas as coisas preciosas e esplêndidas se perderam, e nunca mais se acharão.
Os mercadores destas coisas, que se enriqueceram à custa dela, estarão de longe, pelo temor do seu tormento, chorando e lamentando, e dizendo: Ai! ai daquela grande cidade, vestida de linho fino, de púrpura e de escarlata, adornada de ouro, de pedras preciosas e de pérolas; porque numa só hora foram consumidas tantas riquezas.
E todo piloto, e todos os que navegam, e marinheiros, e todos os que trabalham no mar, se puseram de longe; e, vendo o fumo do seu incêndio, clamaram, dizendo: Que cidade era semelhante a esta grande cidade? E lançaram pó sobre as suas cabeças, e clamaram chorando e lamentando, dizendo: Ai! ai daquela grande cidade, na qual todos os que tinham navios no mar se enriqueceram com a sua opulência, porque numa só hora foi assolada!
Alegra-te sobre ela, ó Céu, e vós, santos, apóstolos e profetas, porque Deus julgou a vossa causa contra ela.
E um anjo poderoso tomou uma pedra, como uma grande mó, e lançou-a ao mar, dizendo: Com igual ímpeto será derribada Babilónia, aquela grande cidade, e nunca mais será achada. E voz de harpistas, de músicos, de flautistas e de trombeteiros não se ouvirá mais em ti; e nenhum artífice de qualquer ofício se achará mais em ti, nem se ouvirá mais em ti o ruído da mó. mercadores E luz de lâmpada não mais brilhará em ti, nem voz de esposo e de esposa se ouvirá mais em ti; porque os teus eram os grandes da terra, pois pelas tuas feitiçarias foram enganadas todas as nações. E nela se achou o sangue dos profetas, e dos santos, e de todos os que foram mortos sobre a terra”.
La caída de Babilonia – Apocalipsis 18: 1-24
INTERPRETAÇÃO
– “E clamou fortemente com voz poderosa, dizendo: Caiu, caiu a grande Babilónia”:
Aqui, a interpretação obtém-se por comparação e contraste com o Génesis.
“Então, toda a terra tinha uma só língua e umas mesmas palavras.
E aconteceu que, partindo eles do oriente, acharam uma planície na terra de Sinar e habitaram ali.E disseram uns aos outros: Vinde, façamos tijolos e queimemo-los bem. E o tijolo serviu-lhes em lugar de pedra, e o betume em lugar de argamassa.
E disseram: Vinde, edifiquemos para nós uma cidade e uma torre cujo cimo toque nos céus, e façamos para nós um nome, para que não sejamos dispersos sobre a face de toda a terra.
Então o Senhor desceu para ver a cidade e a torre que os filhos dos Homens edificavam.E disse o Senhor: Eis que o povo é um, e todos têm uma mesma língua; e começaram a obra, e agora nada os fará desistir do que intentam fazer.
Desçamos, pois, e confundamos ali a sua língua, para que não entenda cada um a fala do seu companheiro.
Assim o Senhor os dispersou dali sobre a face de toda a terra, e cessaram de edificar a cidade.Por isso se chamou o seu nome Babel, porque ali o Senhor confundiu a linguagem de toda a terra, e dali os espalhou sobre a face de toda a terra”.
La torre de Babel – Génesis 11: 1-9
A razão trabalha, e os conhecimentos multiplicam-se. Quanto mais nos afastamos da Consciência, mais confusa se torna a razão.
Não há nada que não deva a sua existência à Consciência universal, ao Tao, ao Verbo. Todas as aspirações dos seres humanos devem estar submetidas às leis da Natureza, chamadas Tao ou Verbo.A este — no sentido da metáfora — se define como uma só língua.
Todas aquelas cognições relativistas que nos afastam da Consciência e que incidem nos estereótipos não são senão a instauração da Torre de Babel, com a pretensão de alcançar o Céu — o que seria como dizer: converterem-se em deuses —, mas que eliminam toda a possibilidade de transcendência do Homem.
Mas sabemos que o poder que resulta de mover os fios que manejam o Homem está vivo, tendo criado hoje, no Homem, a grande Babilónia.
- “e tornou-se morada de demónios”:
No efémero do tálamo, na Árvore da Ciência do Mal, prevalece a obra de Satanás, venerada pelo silêncio da ignorância. Este penetra nas profundezas do nosso consciente, moldando-o segundo o seu interesse e criando uma Matrix no Homem.
Aqui haveria também que falar daqueles que lhe resistem. Então entram em jogo os demónios, demónios por todos os lados, que se apressam em tomar conta das pessoas íntegras.
- “e guarida de todo o espírito impuro”:
Os costumes e as regras da moral geram um causalismo. Assim, é possível que, a partir desses hábitos e regras de vida, possam ser estabelecidos critérios sobre como levar a vida; se eu tiver bons costumes e uma boa moral, serei mais saudável, viverei mais tempo e progredirei. E o contrário aconteceria se eu tivesse maus costumes e uma moral negativa.
A conceção que induz a julgar estes critérios de comportamento serve como base para criar uma sociedade baseada mais na ordem, na coerência e na justiça. No entanto, a partir disto, podemos revelar que o que normalmente costuma acontecer é o contrário: Os bons sucumbem e os maus prosperam.
"As vossas palavras contra mim têm sido violentas, diz o Senhor. E dissestes: Que temos falado contra ti?
Dissestes: É em vão servir a Deus. “Que aproveita guardar a sua lei e andar aflitos na presença do Senhor dos Exércitos? Assim, dizemos agora: Bem-aventurados são os soberbos, e os que praticam a impiedade, não só são prosperados, mas até desafiaram a Deus e escaparam."
Malaquías 3:13-15
Tudo isso permite, ao olhar cego, contemplar uma realidade impulsionada pela ação das forças satânicas, que convertem a verdade e a ordem natural em sofrimento e aflição. E a mentira e a desordem, em bem-estar e prosperidade. Estes são os covis de todo espírito imundo’. Assim é como a medicina da serpente prospera e a medicina natural é levada ao abismo.
- “e refúgio de toda a ave impura e aborrecível”:
O fato de que as pessoas sigam uma forma de vida, sendo esta nefasta, deve-se ao fato de que os governantes das trevas querem continuar vivendo uma vida eterna perpetuamente. Eles sabem que a evolução metafísica do homem, ao se transformar em anjo aqui na terra, significa o declínio para Lúcifer e seus anjos. É por isso que o dragão vai tentar que isso não aconteça e que sejam lançados ao fogo eterno, morte eterna."
Embora a vida no mundo, para muitos, possa ser agradável, luxuosa, com as necessidades satisfeitas, um certo grau de saúde com doenças relativamente fáceis de resolver com medicamentos e cirurgias, tudo isso nada mais é do que a magia da aparência, que desvia os seres humanos do processo de sua própria evolução metafísica, que, se não for realizada, acabará por desaparecer da face da Terra.
No caso das 'aves', a alusão recai na metáfora que se refere aos anjos de Satanás, que são capazes de voar de maneira desprezível, colocando-se no nível de um 'pássaro imundo e abominável', tentando sustentar o homem em seu relativo conforto até que ele caia no abismo absoluto.
- “Porque todas as nações beberam do vinho da ira da sua fornicação”:
E ouvi outra voz do Céu que dizia: Saí dela, povo Meu, para que não sejais participantes dos seus pecados, e para que não recebais das suas pragas; porque os seus pecados chegaram até ao Céu, e Deus lembrou-Se das suas maldades.
Para compreender o significado que se atribui ao ‘vinho do furor’, é necessário relacionar as denominações evangélicas com as denominações apocalípticas. Nos evangelhos encontramos a Santa Ceia:
“E, tomando o cálice, e tendo dado graças, deu-lhes, dizendo: Bebei dele todos; porque isto é o meu sangue do novo pacto, que por muitos é derramado para remissão dos pecados. E digo-vos que, desde agora, não beberei mais deste fruto da vide até ao dia em que o beba novo convosco no reino de meu Pai”.
Mateo 26:27-29
Aqui, o vinho representa o pacto da sua doutrina com o homem, a irmandade, o sangue do meu sangue.
No versículo apocalíptico, o vinho do furor representa a doutrina marcada pelos babilónicos, e a sua altivez, o ‘furor’.
- “e os reis da terra se prostituíram com ela, e os mercadores da terra se enriqueceram com a abundância das suas delícias”:
Não há nada que liberte os reis, governantes e poderosos dos estereótipos, porque eles os personificam e representam. Então, é preciso iluminar o pensamento e a capacidade da consciência para perceber que governar o mundo significa impor as suas regras, e aqui seria necessário falar das leis universais da moral: os vinte e quatro anciãos. Estes revelam alguns pontos de vista, os arquétipos, que são um indicativo da forma de agir no contexto da sociedade.
Ao longo da história da humanidade, tem-se demonstrado repetidamente que tanto mercadores como governantes têm usado o seu poder para enriquecer às custas dos outros ou para os subjugar, e é por isso que têm prostituído as regras universais: têm «fornicado».
- “E ouvi outra voz do Céu que dizia: Sai dela, povo Meu, para que não sejas participante dos seus pecados, e para que não recebas das suas pragas”:
O que permite vislumbrar as leis da moral é o elemento mágico da Alquinatura, que nos leva a compreender e a diferenciar entre arquétipo e estereótipo. Isto faz-te permanecer incomensurável e moveres-te pelo Céu.
No entanto, um fatalismo pessimista banha a vida na Alquinatura. É o travo amargo dos demónios que o diabo usa para a sabotar, e é a poção mágica de bem-estar que recebem aqueles que se afastam dela.
Assim, desta forma, é como se tudo fosse completamente vão, e o bem e o mal não se distinguissem de forma alguma. Nas diferenças entre arquétipos e estereótipos, estes últimos saem a ganhar.
“Toda a oferta que o príncipe das trevas nos faz para nos afastarmos da ordem universal apenas nos proporciona viver no sonho da borboleta, onde se apresenta o contraste entre este cenário e o que está por vir. Um estado que te permite ver a profecia, na qual uma «voz do Céu» te diz para não seres participante dos seus pecados, nem receberes parte das suas pragas, «porque os seus pecados chegaram até ao Céu e Deus Se lembrou das suas maldades».”
- “Dai-lhe como ela vos deu, e pagai-lhe em dobro segundo as suas obras; no cálice em que preparou bebida, preparai-lhe o dobro”:
Não conhecer a alegria de viver nem o temor da morte. Entraram com desassossego e continuam com desassossego. Isto é o que significa diminuir a vida por meio dos demónios, acentuando a importância das pessoas que nos rodeiam, fundamentalmente familiares, amigos e conhecidos, para lhes tornar a vida mais fácil e zelar pela sua saúde.
Da mão de Satanás vem, nestes tempos, invariavelmente, a recompensa ou o castigo. Depende de se te posicionas do lado do mundo ou de se te colocas contra ele. Mas o que há de bom neste mundo está ancorado no fim do tempo do mandato do diabo. Ultrapassado esse tempo, a calma das desordens controladas transformar-se-á em furacões sem controlo (‘quanto ela se glorificou e viveu em deleites, tanto lhe dai de tormento e pranto; porque diz no seu coração: Estou sentada como rainha, não sou viúva e não verei pranto’).
- “Por isso, num só dia virão as suas pragas: morte, pranto e fome; e será queimada com fogo, porque poderoso é o Senhor Deus que a julga”:
A impiedade é uma regra tão natural para os transgressores, que ajuda os seres humanos a regressarem à Natureza. É melhor amar a Justiça e aqueles que são justos do que permitir a ação malévola dos destruidores da vida, além dos demónios que prejudicam os homens bons, os numerosos acréscimos das pessoas que defendem o mundo tal como ele é e se purificam para consumar a oferta a um modelo de vida que vai contra a natureza. Assim, a corrente da justiça de Deus se voltará contra eles.
-“E os reis da terra que com ela fornicararam, e com ela viveram em deleites, chorarão e lamentarão sobre ela quando virem o fumo do seu incêndio, mantendo-se ao longe por temor do seu tormento, dizendo: Ai, ai da grande cidade de Babilónia, a cidade forte; porque numa só hora veio o teu juízo!”
E sobre ela chorarão e lamentar-se-ão os mercadores da terra, porque já ninguém compra as suas mercadorias: mercadorias de ouro, de prata, de pedras preciosas e de pérolas, de linho fino, de púrpura, de seda e de escarlata; toda madeira odorífera, todo vaso de marfim e todo vaso de madeira preciosa, de cobre, de ferro e de mármore; e canela, aromas, unguentos, incenso, mirra e olíbano, vinho, azeite, flor de farinha, trigo, gado, ovelhas, cavalos e carros, e corpos e almas de homens.
Os frutos do desejo da tua alma se apartaram de ti, e todas as coisas preciosas e esplêndidas se perderam, e nunca mais se acharão.
Os mercadores destas coisas, que se enriqueceram à custa dela, estarão de longe, pelo temor do seu tormento, chorando e lamentando, e dizendo: Ai! ai daquela grande cidade, vestida de linho fino, de púrpura e de escarlata, adornada de ouro, de pedras preciosas e de pérolas; porque numa só hora foram consumidas tantas riquezas.
E todo piloto, e todos os que navegam, e marinheiros, e todos os que trabalham no mar, se puseram de longe; e, vendo o fumo do seu incêndio, clamaram, dizendo: Que cidade era semelhante a esta grande cidade?”:
Aqui, a grande cidade da Babilónia é usada como metáfora. A essência da consciência, estabelecida numa única língua, num modelo de atuação arquetípico baseado na lei universal do Verbo, tinha sido quebrada pelos homens, que queriam que ela os levasse ao Céu, mas sem as regras do Céu: a torre de Babel. É assim que surgem os estereótipos, com disposições potenciais independentes, distantes da Natureza, do Cosmos, do Universo, que é representado com um arco. Daí o termo «arquétipo» como forma de definir aquilo que está em sintonia com o Universo e as suas regras.
O mundo dos estereótipos pode isolar os homens no seu pensamento relativista, mas une-os nas suas maldades contra as leis naturais, que exigem outra forma de vida. Esta união dos homens em torno de algo comum é o que, metaforicamente, se define como a grande cidade da Babilónia, porque a cidade é o lugar onde as pessoas se reúnem.
Poder-se-ia comparar estas relações de mercado com a ação mundana de se apegar a uma sociedade de consumo, que subjuga os valores fundamentais do homem, a ação que escuta o materialismo artificial, e não os valores da alma.
- “E lançaram pó sobre as suas cabeças, e clamaram chorando e lamentando, dizendo: Ai! ai daquela grande cidade, na qual todos os que tinham navios no mar se enriqueceram com a sua opulência, porque numa só hora foi assolada!
Alegra-te sobre ela, ó Céu, e vós, santos, apóstolos e profetas, porque Deus julgou a vossa causa contra ela.
E um anjo poderoso tomou uma pedra, como uma grande mó, e lançou-a ao mar, dizendo: Com igual ímpeto será derribada Babilónia, aquela grande cidade, e nunca mais será achada.
E voz de harpistas, de músicos, de flautistas e de trombeteiros não se ouvirá mais em ti; e nenhum artífice de qualquer ofício se achará mais em ti, nem se ouvirá mais em ti o ruído da mó.
E luz de lâmpada não mais brilhará em ti, nem voz de esposo e de esposa se ouvirá mais em ti; porque os teus eram os grandes da terra, pois pelas tuas feitiçarias foram enganadas todas as nações.
E nela se achou o sangue dos profetas, e dos santos, e de todos os que foram mortos sobre a terra”:
Quando um soberano excelente governa, os seres humanos dominam os meios de subsistência. Por isso, quando reina a boa ordem na Terra, não se ouvem gritos de guerra.
Ao longo da história da humanidade, não deixou de ocorrer, repetidas vezes, o sofrimento provocado pelos mercadores da terra que, na sua ânsia de enriquecer, foram desencadeando guerras sucessivas. Este modelo de atuação é totalmente contrário à doutrina do Céu. O desejo de enriquecer oprimindo os outros é a fonte exclusiva de todos os males e deve ser eliminado. Daí que qualquer sentimento de amor ou compaixão para com os oprimidos deva ter uma resposta firme e justa. Todo aquele que seja sábio e santo deveria alegrar-se na busca da justiça. É por isso que ‘a grande pedra de moinho’, para moer e triturar a iniquidade e as maldades dos mercadores capitalistas, ‘seja lançada ao mar’.
Na metáfora do mar, encontramos as grandes e poderosas águas do mal, fazendo uma clara referência ao diabo e seus anjos como líderes dos seres humanos; e com o mesmo ímpeto será derrubada Babilónia, a grande cidade.
Não se pode mudar nem os mais santos nem os mais ambiciosos. O santo está sempre a peregrinar em direção ao sagrado, e o ambicioso a procurar e a subtrair riquezas; e, para isso, recorre às suas feitiçarias e artimanhas, de modo a poder enganar os outros.
A SEGUNDA TROMBETA
«O segundo anjo tocou a trombeta, e uma grande montanha ardendo em fogo foi lançada no mar; e um terço do mar tornou-se sangue.
E um terço dos seres vivos que estavam no mar morreu, e um terço dos navios foi destruído».
Apocalipsis 8:8-9
INTERPRETAÇÃO:
- “O segundo anjo tocou a trombeta, e uma grande montanha ardendo em fogo foi lançada no mar”:
Um organismo prospera e renova-se num ambiente que o diabo não possa controlar, que não esteja exposto a energias demoníacas e que não ande incessantemente a correr atrás do inatingível.
A obra do segundo anjo consiste em anular a trágica realidade imposta pelos governantes das trevas à força de demónios, cuja ação é dirigida às pessoas alternativas ao mundo e, por outro lado, em aumentar a capacidade de levar uma vida confortável, no que diz respeito à saúde e à economia, para as pessoas do mundo.
A metáfora da «grande montanha em chamas» refere-se ao facto de que «montanha», na linguagem bíblica, está sempre associada à santidade, ao encontro com Deus; e «fogo» significa verdade, purificação. «Uma grande montanha em chamas» pode ser traduzida como uma grande verdade sagrada, que purifica e queima a mentira e corta as manipulações demoníacas.
- “e a terceira parte do mar converteu-se em sangue”:
Assim, os dias que os seres humanos vivem não são iguais, porque cada pessoa carrega implicitamente uma lei imposta que nasce das suas próprias transgressões.
No entanto, todas essas transgressões dos seres humanos não emanam neles da mesma maneira; em alguns, o diabo encapsula-as como se não existissem e, assim, não se somatizam nem dão origem a doenças; e, noutros, o diabo ativa-as constantemente, acelerando o ritmo natural de purificação e limpeza do organismo, submetendo-o a uma tortura continuada e abrindo, assim, a caixa de Pandora.
Portanto, a ação do segundo anjo nesta trombeta tem uma dupla finalidade.
A primeira é que as duas partes do mar (como alusão ao negativo, em relação às nossas transgressões, que são a origem das nossas doenças), que correspondem às pessoas que andam em Deus, não sofram esse ritmo frenético de somatizações patológicas, provocado pela ação do diabo e que colapsa a ação curativa do organismo.
A segunda é que essa terceira parte do mar, aludindo ao domínio do diabo no contexto universal e, portanto, à proteção dos seres humanos que defendem a doutrina do mundo, se torne «sangue», ou seja, em conformidade com a lei de causa e efeito.
“E apareceu também outro sinal no céu: eis um grande dragão escarlate, que tinha sete cabeças e dez chifres, e sobre as suas cabeças, sete diademas; e a sua cauda arrastava a terceira parte das estrelas do céu e lançou-as sobre a terra. E o dragão colocou-se diante da mulher que estava para dar à luz, com o propósito de devorar o seu filho assim que nascesse.”.
Apocalipsis 12:3-4
- “E morreu a terceira parte dos seres vivos que estavam no mar, e a terceira parte das embarcações foi destruída”:
Dispor de leis de causa e efeito é a melhor forma de mudar o mundo, para que floresça a ordem natural e a vida. Os seres humanos só se corrigem quando são obrigados a isso devido a padecimentos.
Quanto mais abundantes forem os meios para que os seres humanos vivam confortavelmente, afastando-se da ordem natural, mais o homem se torna caótico e destrutivo.
É por isso que «a terceira parte dos seres vivos que estavam no mar» deve morrer, em sentido figurado, para que as suas aspirações não sejam obstinadas e mórbidas, e possam dedicar-se a uma vida santa e saudável, e o seu caminho de perversão (embarcações) seja destruído.



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