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O REINO DA VIDA

  • Foto do escritor: Luisa Coelho
    Luisa Coelho
  • 2 de fev.
  • 28 min de leitura














Autor: Antonio M.F.

Tradutor: Luisa Coelho




CAPÍTULO 11 - O HOMEM NO JARDIM DO ÉDEN

 

GÉNESIS 2:4-25 E GÉNESIS 3:1-24

INTERPRETAÇÃO:

 

“Estas são as origens dos céus e da terra, quando foram criados, no dia em que Jeová Deus fez a terra e os céus.”.

Génesis 2:4

 

- “E toda planta do campo antes de existir na terra, e toda a erva do campo antes de nascer; porque Jeová Deus ainda não tinha feito chover sobre a terra, nem havia homem para lavrar a terra”:

O novo começo alude à doutrina antiga que resulta da Natureza evolutiva, na sua aplicação à corrente de entendimento do próprio homem, sem deixar de depender do Céu. Não se deve imaginar esta doutrina como princípios originais estáticos. Assim, os dias que o ser humano vive não são sempre os mesmos, porque cada novo dia contém a soma das experiências de todos os anteriores. A intervenção da Natureza parte do fácil e do simples, como uma força viva que escapa ao raciocínio humano e que parte do Verbo, a origem de todas as coisas. A essência do mistério do Verbo são energias germinais que preenchem o nosso mundo.

Os dois deuses imperantes: um, o Verbo, o grande flautista que faz brotar o mundo multicolor das coisas do Universo a partir da sua essência, o antecessor de tudo, a mãe deusa, a partir da qual se desenvolveram todos os processos cósmicos; por outro lado, a grande testemunha, aquele que recolhe os misteriosos processos vitais da metafísica, o Verbo feito carne, graças ao qual nos é revelada a grande ciência e o mistério da criação, o Deus pai.

Deus ensina-nos a penetrar profundamente na biologia das metáforas. Assim, ‘toda planta do campo’ refere-se a toda essa sabedoria acumulativa própria da evolução, sabedoria que dá a vida, necessária para viver, tal como as plantas que dão oxigénio e frutos para a vida. ‘Antes de que fosse a terra’: entendemos isto como o processo da evolução, antes da criação feita pelo Deus carne.

‘E toda a erva do campo antes de que nascesse’, fazendo referência aos genes, ‘que dão semente’: proteínas.

‘Porque Jeová Deus ainda não tinha feito chover sobre a terra’: aqui expressa-se o contraste entre a própria estrutura neuronal da terra e a informação da biomemória no neurónio, que lhe dá funcionalidade.

- “Mas subia da terra um vapor, o qual regava toda a face da terra”:

Trata-se das manifestações próprias da Vis Medicatrix (terra), contemplada perante desordens funcionais; “subia da terra um vapor”, isto é, água em estado de efervescência, e a água, como sabemos, significa desordem, negatividade, doença, etc.

- “Então Jeová Deus formou o homem do pó da terra”:

O carácter essencialmente qualitativo da terra provê o homem de uma dimensão potencialmente eterna e fá-lo senhor da vida em troca da morte, pois pó és e ao pó voltarás (Génesis 3:19). Efetivamente, o corpo do homem encontra-se composto pelos elementos químicos da crosta terrestre. Com a obra de Deus, o homem formado do pó já não volta ao pó da terra.

- “E soprou nas suas narinas o sopro de vida.”:

Quando se ganha o alento, então a Vida. Devemos compreender que a vida real não é algo alheio ao corpo; no entanto, a vida no corpo pode ter um ciclo de caducidade, ou pode ter alento de vida. Isto significa a vida permanente, o ser absoluto que adquire conhecimento, olfato, nariz, para dar realidade à vida eterna. Assim, Deus, mediante o ‘sopro’, vento que conduz, vai indicando o caminho que leva à vida eterna. ‘E foi o homem um ser vivente’.

- “E Jeová Deus plantou um horto no Éden, ao oriente, e colocou ali o homem que tinha formado”:

Todas as aspirações necessitam de um caminho a seguir. Nada chega por si só. Isso faz parte da ordem daquilo de que dependem a evolução e o progresso: o eu passivo deve ser substituído pelo eu do Verbo, que está sempre em movimento contínuo. É preciso atuar sobre as coisas quando se encontram em estado germinal e, para isso, há que semear no horto a semente do conhecimento: no Éden. É do conhecimento que depende o paraíso, e é ao subir à torre de Babel, o relativismo, que nos trará o caos e o inferno. Procurando a metáfora que nos leva a interpretar ‘ao Oriente’, isso conduz-nos ao país do Sol nascente, não só porque o Sol representa a luz, ‘conhecimento’, mas porque, além disso, a China representa a via da virtude, como depositária básica do ouro alquímico, através da Medicina Tradicional Chinesa, única medicina renovada capaz de transformar o metal que se oxida em ouro puro e reluzente, da célula que caduca e morre a uma mitose em perpetuidade.

- “E Jeová Deus fez nascer da terra toda árvore agradável à vista e boa para comer”:

O organismo, torturado por todo o tipo de disfunções orgânicas, deve responder com resistência à pressão da doença. E o único meio para o conseguir é fomentar nele a instauração de uma nova neurofisiologia.

 

A Árvore Deliciosa emuladora

Por vezes, ao longo da vida, tudo nos parece completamente escuro. No entanto, a conceção de algumas expressões que se nos apresentam está ligada ao mundo do belo. Este é capaz de penetrar na essência mais profunda do nosso ser e despertar as paixões. O carácter essencial da beleza está intrinsecamente ligado à alma do par, à arte mágica de se unir no amor, que substitui a solidão. Daí a importância da beleza como apelo para alcançar a felicidade que o par e os filhos te podem proporcionar, como um elemento fundamental do processo metafísico do ser.

As desordens que atacam o reino da beleza nas suas três dimensões são aquelas que afetam:

·       A anatomia estrutural do corpo.

·       A fisionomia corporal.

·       A fisionomia do rostro.

Certas hormonas constituem e atuam como reguladoras da fisionomia. Os processos de regulação ativam-se quando estas hormonas atuam, e expressam o corpo de forma bela. Pelo contrário, a disfunção destas hormonas vai afeando o corpo e aprofundando a desestima da vida. Mas à falta de estima, pode-se responder de forma revulsiva. Essa é uma das Árvores Deliciosas que Deus colocou no horto, boa para comer. Aqui, a metáfora da ‘árvore’ não é mais do que a instauração na terra (8 Vis Medicatrix) de uma estrutura neuronal dotada de uma consciência (biomemória), capaz de reinar sobre o mundo das emulações da beleza. Com esta Árvore Deliciosa pode-se começar a tomar como beleza aquilo de que gostamos nos outros, e incorporá-lo em nós mesmos, atuando como um dualismo quântico.

O primeiro, em emular a beleza; o outro, em atuar sobre os neurónios soberanos que regem o controlo das hormonas instaladas no hipotálamo, no hipocampo e nas amígdalas cerebrais, que te conduzem numa linha contínua e ascendente em direção ao belo.

 

A Árvore Deliciosa dos sonhos.

Para Deus, o Céu constitui o supremo e o último. O Céu não é lugar algum, mas sim um estado de consciência que dá sentido à vida plena. A doença e o padecimento devem o seu poder ao facto de o indivíduo viver na inconsciência e apenas conhecer o Céu pelo que ouve dizer, de forma confusa. Quem o conhece de verdade é aquele que sabe interpretar o mundo meta-psíquico em relação com o mundo das manifestações da vida diária. Os contrastes do dia a dia não são uma unidade abstrata, mas contêm o germe da diversidade, esta agitada por tensões, anseios, desejos que não se concretizam, desamor, conflitos, estados mentais alterados, ódio para com os outros, fobias, consumo de drogas, fármacos, álcool, etc.

Para compreender o significado dos sonhos, devemos entendê-los como um mecanismo que serve para reordenar, amortecer e projetar todos os vaivéns próprios da vida, tornando-se o sonho o hóspede dessa realidade, em vez de ir acumulando e suportando a carga da vida, dia após dia, até não poder mais.

 

A Árvore Deliciosa da intuição.

Perante o exagerado desenvolvimento dos especialistas de um mundo a preto e branco, convém optar pelo retorno ao campo da intuição e, desta maneira, estabelecer a relação entre a grande mãe Natureza e o seu filho, o ser humano. No entanto, Deus, na sua grande obra da criação da terra, não se limita de modo algum a deixar o homem à mercê da cândida e subtil mensagem da Natureza, mas aprofunda essa subtil ação e torna-a mais expressável. Assim, desta maneira, o eu vital sente um permanente desassossego, e a nossa vida deixa de depender dos especialistas que nos conduzem para o abismo.

O sentido prático desta obra de Deus é a via do médico intuitivo e da consciência coletiva. E aquilo que antes não era mais do que uma perceção que a Natureza nos concedia transforma-se numa convicção palpável e racional.

O grupo de neurónios soberanos que rege o médico intuitivo vive a sua própria experiência, surgida da interação com a consciência coletiva, capaz de transmitir situações vividas ou efeitos negativos ou positivos, a partir de certas práxis médicas. Com este processo de cognição, que se torna possível graças à informação obtida através dos nossos semelhantes, podemos decidir se algo é bom ou mau em termos de saúde, com uma apreciação clara e definida. Assim, quanto maior for a abundância de bens económicos obtida através de um modelo de práxis médica, tanto mais se distorce a realidade para alcançar a saúde. Daí se deduz que, para sanar, é sempre necessária a intuição.

O maior problema que o homem tem para se libertar da doença consiste na intervenção de Satanás com os seus demónios, que os reúne onde estão as desordens e bloqueia a ação sanadora perante uma boa práxis.

Por outro lado, o dragão pode lançar água pela sua boca para te arrastar (os seus demónios) diante de uma terapia benfeitora, ou enviar um rio de energia vital e corretora diante de uma práxis médica danosa e desprezível. Assim, é possível que a mentira viva nos palácios e a verdade esteja numa choça, e que a conceção que nos leva a julgar as coisas seja errónea.

Graças a este facto, uma vacina pode apresentar-se como uma terapia salvadora e, na realidade, é uma práxis traiçoeira, porque em muitos casos provoca doenças na sombra que ninguém relaciona com a vacina.

Assim, a ação mundana das forças satânicas converte a mentira em verdade, faz com que o veneno saiba a glória e que a glória seja como um veneno.

 

A Árvore Deliciosa das perceções de elementos contaminantes.

A grande ciência de Deus sabe penetrar profundamente na biologia daqueles elementos que são nocivos para o organismo, e detetá-los.

O processo de perceção difere claramente do da Natureza, utilizada por muitos animais, como cães e gatos, que costumam cheirar a comida antes de a comer. E, no caso dos cães, detetar drogas e doenças. Aqui trata-se de que cada substância ou doença possui um estado vibratório concreto e o cão adestrado associa-o e deteta-o Este sentido de perceção não foi desenvolvido pelos seres humanos; porém, após a chegada de Deus ao homem, é-lhe concedida a prerrogativa de soberano, introduzindo-o no mundo das perceções com um estatuto superior ao dos animais.

Dos neurónios desta Árvore Deliciosa resulta este elixir da vida, disposto a detetar uma substância infeciosa que te pode levar à doença ou à morte.

A forma de esclarecer o que é bom e o que é mau são recetores vibracionais que estes neurónios possuem, os quais se ativam perante uma substância nociva para o organismo. Quanto à forma como o cérebro interpreta estas vibrações, estas são reconduzidas à zona talâmica da intuição (4 IT), e aí se expressam sob a forma de sensação.

Elementos contaminantes:

·       Ondas de comunicação: micro-ondas que se sobrepõem num determinado local devido à sua interação com antenas parabólicas.

·       Alimentos aquecidos em micro-ondas, que alteram a composição química dos eletrões, induzem alterações físicas e podem provocar, de forma indireta, modificações na estrutura molecular dos alimentos.

·       Raios X de radiografias e outros.

·       Raios gama provenientes de explosões nucleares ou de fugas radioativas de centrais nucleares.

·       Música agressiva: certo tipo de rock, reggaeton, pop.

·       Alimentos em mau estado.

·       Animais domésticos e outros, infetados com o vírus da raiva, bactérias e parasitas

·       Pessoas infetadas com vírus, bactérias e fungos.

 

A Árvore Deliciosa para detetar fenómenos da Natureza.

A forma de atuar da Natureza não deve ser imaginada como princípios originais estáticos. Por isso, não nos podemos esquecer do mundo da metafísica. A essência do Verbo vai-se manifestando no tempo a partir da sua semente, através de fenómenos reais.

As forças primordiais da Natureza são impulsionadas por movimentos tectónicos e provocam terramotos, maremotos e explosões vulcânicas. Também as pressões de ar quente e frio podem provocar furacões, DANAs (Depressões Isoladas em Níveis Altos), chuvas monçónicas ou secas, algo que se tem vindo a agravar nos últimos anos, como consequência das alterações climáticas provocadas pelos contaminantes utilizados pelo homem.

Também a obra da Natureza se manifesta como um aviso destes fenómenos através de alguns animais, capazes de os pressentir antes de acontecerem: gatos que fogem, cães que uivam, aves que abandonam o ninho, etc. Dispor desta virtude pode significar, evitar desgraças. Contudo, apesar da ênfase que a ciência tem colocado na sua deteção o mais precoce possível, com o objetivo de nos colocar de sobreaviso, tal continua a revelar-se difícil, atualmente, no caso de alguns fenómenos, como os terramotos.

Com a Árvore Deliciosa chega a grande perceção para saber cuidar da vida perante estes fenómenos naturais. Aqui é necessário falar dos neurónios-rainha, que governam o mundo das vibrações subtis.

 

 

A Árvore Deliciosa dos fenómenos sobrenaturais

A vida vai muito além das conceções que podemos ter sobre ela. Em geral, os seres humanos abordam estas questões dentro dos limites do que conseguem alcançar, permanecendo o inacessível fora do seu alcance.

Na grande ciência dos deuses do abismo, o homem encontra-se totalmente perdido. Assim, um outro modo de fazer guerra ao homem, para o destruir, consiste em levá-lo a acreditar em coisas que não são verdadeiras, conduzindo-o por um caminho erróneo que apenas leva à perda das suas expectativas evolutiva. Tal como as doutrinas se transformaram em instrumento do diabo, por impedirem a transcendência do homem que se ancora no imobilismo, também a conquista da saúde está unida ao desenvolvimento da consciência, a qual se vê diminuída pela ação destes fenómenos sobrenaturais, que não deixam de constituir uma manipulação das forças do mal.

 

A hipnose

Pode atuar em diferentes campos, como a anulação da vontade do hipnotizado. Aqui impõe-se uma carga de radiações que atua na zona do hipotálamo, que rege a vontade e a relação com a realidade. Este sistema de magia negra tira proveito dessa condição, tornando o indivíduo súbdito de vontades alheias, ao serviço dos fins do diabo, que vê nisso a capacidade de reconduzir a sua vida, anulando qualquer intenção de progresso e de desenvolvimento pessoal. É como abrir uma porta.

mundo da hipnose desenvolve-se de forma mágica, penetrando no campo da terapêutica. Assim, vemos que, através desta técnica, é possível deixar de fumar ou atuar sobre outros tipos de dependências ou fobias, tratar traumas emocionais, o medo, a depressão, a solidão, a timidez, e até libertar-se de um enamoramento não correspondido.

Perante as suposições de que isto constitui um bem para o paciente hipnotizado, encontramos uma opinião contrária. O influxo de desordens físicas e mentais que transportamos não é mais do que o efeito de uma má práxis de vida, em relação aos atos da moral. Este é o êxito do senhor dos anéis: curar-te de algo para que tudo o resto continue a deteriorar-se devido aos maus hábitos. Devemos compreender que a doença é um ato e, como diz o aforismo hipocrático: para estar são, faz o contrário do que fizeste para estar doente.

 

As alucinações

O fundador da magia negra, Lúcifer, é o grande transmissor das revelações virtuais. É capaz de desencadear a experiência de ouvir vozes e ver coisas que não são reais e que existem apenas na mente, incluindo visões coletivas, como as visões marianas. Este fenómeno vai para além do simples facto de mostrar algo virtual: entra no domínio das crenças. O conhecimento da verdade e da mentira passa a ter a mesma natureza; confundem-se e misturam-se.

 

Os estados de transe

Os sinais e prodígios de uma pessoa em transe, bem como a sua forma de agir, resultam de uma natureza diabólica, procurando confundir o vulgo ou o neófito.

 

As presenças, os fantasmas e as psicofonias.

A partir destes fenómenos instala-se a crença de que uma pessoa, ao morrer, pode permanecer na penumbra da morte como um espectro vivo que deambula. Os processos que dão origem a estes fenómenos não são mais do que projeções da mente, induzidas a partir das altas instâncias do diabo.

 

Os movimentos de objetos.

Procura não te envolver em situações deste tipo, como a ouija, pois estás a abrir as portas às forças do mal, que têm aqui um propósito bem definido: levar-nos a acreditar que aqueles que morrem continuam a viver de alguma forma sob a forma de espíritos, que podem ser convocados durante a prática da ouija e manifestar-se movendo objetos. Tal como no caso anterior, isto obedece igualmente a projeções mentais de algum dos presentes, também induzidas pelo diabo, através da mobilização de mecanismos cerebrais que tornam isso possível.

 

- “também a Árvore da Vida no meio do horto”:

Com a Árvore da Vida, a doutrina de Deus deve purificar o homem; e tudo o que existe no Céu deve ser recebido pelo homem de modo impulsionado, natural e livre, a partir do trono do Céu.

 

“Depois mostrou-me um rio puro de água-viva, brilhante como cristal, que brotava do trono de Deus e do Cordeiro.

No meio da rua da cidade, de um e de outro lado do rio, estava a Árvore da Vida, que produz doze frutos, dando o seu fruto de mês a mês; e as folhas da árvore serviam para a cura das nações”.

Apocalipsis 22:1-2

 

A obra da Árvore da Vida nasce do desejo de Deus de estabelecer uma relação espiritual pai-filho e de conduzir o homem ao statu quo do Céu. Assim, todas estas aspirações requerem uma dedicação a uma vida santa. A moral, o dever, o conhecimento, a sabedoria, o amor, a arte e a erudição devem constituir o ideário de uma forma de vida tutelada pela Roda da Vida da Alquinatura. (ver: em www.alquinaturavida.com – na estrela).

Devemos passar da contemplação à pura atividade, sendo cada uma delas marcada pelos ritmos mensais, “que produz doze frutos, dando cada mês o seu fruto”; e o resultado é a conquista da vida em perpetuidade, “e as folhas da árvore eram para a saúde das nações”. Aqui, a fluidez da metafísica exige o movimento próprio da sua entelequia aristotélica. Estes processos de desenvolvimento neurofisiológico e da consciência só podem ocorrer através das atividades, que servem de semente ao “rio puro de água de vida que sai do trono de Deus e do Cordeiro”, e que o farão crescer sem qualquer contemplação.

- “e a árvore da ciência do bem e do mal”:

Para o bem, a vida desenvolve-se na doutrina da consciência, assente no amor e na justiça para com os outros, tanto para com os seres humanos como para com os seres do Universo: animais, vegetais e também os astros, enquanto seres inanimados que engendram vida.

Na doutrina do bem, o maior deve sempre servir e ajudar o menor. Esta forma de vida vai para além da doutrina do mal, assente intrinsecamente numa natureza selvagem e de sobrevivência face ao outro. Trata-se da metafísica da guerra para coexistir num estatuto diferente.

O expoente mais claro desta doutrina é Satanás, que significa opositor, aquele que se opõe a Deus, sendo este último pai e senhor do amor para com os outros e do que é justo.

Ao longo do próprio desenvolvimento do Universo surgem planetas como o nosso, onde é permitido o desenvolvimento da vida vegetal e animal. O grande mistério para o desenvolvimento da vida é a água e o oxigénio, e estes componentes químicos ocorrem num planeta que orbite a uma distância coerente em torno de uma estrela.

Em cada planeta onde a vida se foi desenvolvendo e onde esta vida transcendeu (deuses), Deus, o Pai, é o primogénito, e todos se desenvolveram ao amparo do seu conhecimento. Assim, todos os seres que transcendem são filhos de Deus. Em toda a criação da vida surgiu sempre um primeiro, e esse primeiro encontra-se na constelação de Peixes, daí o símbolo dos primeiros cristãos, representado por um peixe.

Pela mão de Deus deu-se a conversão de seres humanos em deuses, noutros planetas situados nas constelações de Aquário e Andrómeda, sendo esta última erigida como potência universal e associada a Lúcifer, anjo de luz, anjo dotado de grande conhecimento, aquele que se opõe a Deus com a sua filosofia do mal.

Aqui impõe-se a regra do “três para um”: trindade contra unidade, de modo a subjugar as forças do mal. Algo que, nos dias de hoje, já não existe, tendo-se constituído sob a forma de binidade contra unidade: Pai e Espírito Santo contra Lúcifer.

 

“Apareceu ainda outro sinal no céu: eis um grande dragão escarlate, que tinha sete cabeças e dez chifres, e sobre as suas cabeças sete diademas; e a sua cauda arrastava a terça parte das estrelas do céu, lançando-as sobre a terra. O dragão colocou-se diante da mulher que estava para dar à luz, a fim de devorar o seu filho logo que nascesse”.

Apocalipsis 12:3-4

 

A natureza das forças do mal não pode, nos dias de hoje, ser eliminada pelas forças do bem. Estas necessitam de se configurar como trindade. O seu carácter essencial reside numa carga energética de natureza quantitativa, que parte da condição inata dos anjos. É neste ponto que se impõe, de forma plena, a vinda do Messias à Terra. Primeiro, libertar-nos do diabo; e, segundo, guiar-nos nessa transformação em anjos, de modo a constituir a trindade. Por isso, perante a pérola vermelha instaurada no jardim, a Árvore da Vida, que nos conduz à trindade, o senhor dos anéis, porém, pressiona, exige e pactua a ordem da criação no homem, e impõe as regras do jogo através da pérola negra da Árvore da Ciência do Bem e do Mal, a qual lhe dá a possibilidade de abortar o desenvolvimento da trindade.

 

“E saía do Éden um rio para regar o jardim, e dali se dividia em quatro braços”.

Génesis 2:10

 

- “O nome de um era Pisom; este é o que rodeia toda a terra de Havilá, onde há ouro”:

A localização do rio Pisom é desconhecida e objeto de debate, existindo teorias que o situam na Península Arábica, ou que o associam a rios atuais, como o Ganges.

É curioso que, dos primeiros rios mencionados pela Bíblia no Éden, o rio Pisom e o rio Giom, a sua localização seja um mistério. Eis, uma vez mais, a metáfora. O nascimento das coisas a partir do místico surge sempre encriptado. Esta é a forma simbólica de salvaguardar a mensagem e de lhe conferir veracidade, ao ficar submetida a uma lógica quântica, apenas recetiva por ouvidos quânticos assinalados por Deus. O rio Pisom: este é o que rodeia toda a terra de Havilá, que, em hebraico, significa literalmente “circular”.

 

A linhagem das Seis Janelas do Céu.

De modo circular, na sua forma de execução, são as técnicas rizadas das Seis Janelas do Céu, do relâmpago, a luz que sai do Oriente e se manifesta no Ocidente (Evangelho de Mateus 24:27). Aqui mistura-se a magia do Oriente, através do taekwondo, do taichí e do qigong, com o flamenco puro do Ocidente, nas suas três vertentes: cante, toque e baile, “onde há ouro”. Estamos a falar de ouro alquímico e de como a sua prática nos coloca no Éden da vida. Assim, quem reina nas Seis Janelas do Céu adquire uma linhagem de ouro, que é herdada pelos seus descendentes. Importa imaginar que essa herança se transmite como um conteúdo inscrito na biomemória neuronal, resultante da soma da experiência, enquanto consequência do lastro cognitivo adquirido e da capacidade de o desenvolver. A via vermelha do Éden, recebida da obra de Deus na criação da Terra, e que se estende daqui até ao Céu, deve a sua função ao 9 Vis Medicatrix, depositário da linhagem nas suas múltiplas formas.

 

- “E o ouro daquela terra é bom; há ali também bdélio e ónice”:

A linhagem do desporto.

A segunda linhagem que podemos conceder à nossa descendência é o bdélio, uma goma-resina aromática, produto de uma árvore que cresce no Oriente e na Arábia. A Commiphora africana é utilizada terapeuticamente como unguento no tratamento de tumores densos, roturas de tendões, contusões e fraturas. Aquele que se torna forte sem se quebrar e adquire disposições potenciais para enfrentar os problemas desta vida é quem pratica desporto. Esta é a força impulsora do coração, que transporta oxigénio e substâncias às células, serve de motor para promover alterações ao nível neurofisiológico, é capaz de lavrar e adubar o terreno para que o saber, a cultura, o conhecimento e a erudição penetrem, e é igualmente capaz de libertar o homem de vieses e de obcecações (ver desportos em alquinaturavida.com, elemento Metal).

 

A linhagem do trabalho.

Os hábitos de trabalho devem ser adquiridos desde a infância. Todas as crianças devem colaborar nas tarefas domésticas e realizar trabalhos, ajudando os seus pais nas diferentes profissões que estes exerçam.

O maior erro na educação dos filhos é reduzi-la apenas ao âmbito da educação escolar. Nada é bom por si só, e a educação escolar dos seres humanos não vai além de criar bárbaros intelectuais. A energia vital proporcionada pelo trabalho físico é cumulativa e exerce influência sobre os músculos, o coração, os ossos e os caracteres mentais; torna-nos mais lúcidos, seguros, capazes e mentalmente mais fortes, bem como mais sociáveis e sensatos.

Quando o trabalho reina numa sociedade, as pessoas não passam fome. As tarefas são realizadas e todos sentem que cumpriram, surgindo a liberdade como princípio fundamental da ordem. Os desejos são satisfeitos e o fígado torna-se forte e poderoso. Este é o manancial do bosque, onde ocorrem muitos dos processos bioquímicos do organismo e de onde se governam os meios dos subsistemas do corpo.

ALGUMAS DAS FUNÇÕES HEPÁTICAS MAIS IMPORTANTES, RESUMIDAS:

·       Secreção de ácidos biliares:      

 

1.      Forma micelas para a absorção de fosfolípidos e vitaminas.

2.      Mantém o pH intestinal e evita a obstipação.

 

·       ALA-sintase: enzima responsável pela síntese do Heme com a globina. A sua carência provoca anemia.

 

·       Células estaminais multipotentes: reparam o músculo estriado, como o coração, a pele e o fígado.

 

·       Ciclo da ureia: processo metabólico no qual o amoníaco derivado das proteínas é convertido em ureia para ser eliminado pelo rim.

 

·       Citocromos P450: associam-se a substâncias tóxicas, como fármacos, conservantes, álcool, entre outras, para serem eliminadas.

 

·       Cofator do Ómega-6: converte os Ómega-6 em Ómega-3.

 

·       Cofatores da vitamina B12: convertem a hidroxocobalamina em cianocobalamina, e vice-versa; previnem a anemia, além de desempenharem outras funções.

 

·       Fatores de crescimento para:

 

1.      Leucócitos: sistema imunológico.

2.      Trombócitos e plaquetas: hemorragias.

3.      Fibroblastos: manutenção dos tecidos do corpo.

4.      Blastos fibrinolíticos: previnem a formação de trombos e fibrinas na circulação.

 

Dentro de um quadro de referência de gemas e minerais com afinidade vibracional com o fígado, encontra-se o ónice. É por isso que o fígado representa os meios de subsistência do organismo, tal como o trabalho representa os meios de subsistência de uma sociedade, sendo tudo isto simbolizado pela metáfora do ónice no Éden, pronto a permitir a transmissão desta linhagem à nossa descendência.

 

- “O nome do segundo rio é Giom; este é o que rodeia toda a terra de Cuxe”:

 

 

A linhagem mental.

O êxito do mental é o resultado de uma boa moral. Isto significa que, quando as coisas são feitas e bem feitas, a mente mantém-se lúcida e coerente. A viagem pela vida de uma mente serena é o caminho para a elevação, a glória e a felicidade.

A natureza do rio Giom é rodear toda a terra de Cuxe (Etiópia). Segundo a crónica nacional etíope, o seu primeiro rei foi Menelik, filho de Salomão e da Rainha de Sabá (Primeiro Livro dos Reis 1:10). É assim que o homem mais sábio do mundo transmite a sua linhagem mental ao seu filho, primeiro rei da Etiópia, e é aí que reside a metáfora: a terra de Cuxe, a Etiópia, representa a linhagem mental do rei Salomão transmitida ao seu filho Menelik.

- “O nome do terceiro rio é Hidequel; este é o que corre para o oriente da Assíria. E o quarto rio é o Eufrates”:

A linhagem cognitiva.

O desenvolvimento cognitivo está ligado ao mundo do Médio Oriente e, concretamente, à Mesopotâmia, que significa terra entre dois rios. Por ela correm os rios Tigre (Hidequel) e o Eufrates. Esta região corresponde, nos dias de hoje, aos países Iraque, Síria e Turquia, locais onde surgiram algumas das primeiras civilizações mais antigas e avançadas da época. Devemos compreender que o desenvolvimento de uma civilização está sempre ligado ao desenvolvimento cognitivo, que corresponde à capacidade de aprender nos diferentes campos do conhecimento. A metáfora do rio Hidequel refere-se precisamente a essa capacidade cognitiva.

 

A linhagem da ordem.

A ordem relaciona-se com a capacidade de interagir nos diferentes âmbitos que uma sociedade desenvolvida exige. A arte mágica da ordem substitui sempre o caos e não permite que a neblina da ignorância penetre.

A natureza da ordem manifesta-se em seis direções: dirigente, astrónomo/a, disciplinado/a, pragmático/a, inventor/a e educador/a. É a partir daqui, e destes arquétipos, que as sociedades avançadas começam a ganhar forma, e é também assim que podemos transmitir esta linhagem, por nós adquirida, aos nossos descendentes, para que o rio Eufrates continue a regar a nossa terra.

 

“Tomou, pois, o Senhor Deus o homem e colocou-o no jardim do Éden, para que o cultivasse e o guardasse. E o Senhor Deus ordenou ao homem, dizendo: de toda a árvore do jardim poderás comer; mas da árvore, da ciência, do bem e do mal não comerás, porque no dia em que dela comeres, certamente morrerás.”.

Génesis 2:15-17

 

- “disse o Senhor Deus: não é bom que o homem esteja só; far-lhe-ei uma ajuda que lhe seja adequada. O Senhor Deus formou, pois, da terra todos os animais do campo e todas as aves do céu, e trouxe-os a Adão para ver como lhes havia de chamar; e todo o nome que Adão deu a cada ser vivo, esse passou a ser o seu nome.

E Adão deu nome a toda a besta, às aves dos céus e a todo o gado do campo; mas para Adão não se encontrou ajuda que lhe fosse adequada”:

O homem deve empreender um peregrinar em direção à metáfora da neurofisiologia e à forma como Adão a haveria de nomear: “toda a besta do campo”. A ideia de considerar a besta do campo significa que, quando a função se perde, então surge a besta, a qual provoca a inibição da função. A besta do campo assim se designa porque se situa fora do contexto da cidade, enquanto organismo funcional.

 

“Então os judeus responderam e disseram-lhe: Que sinal nos mostras, uma vez que fazes estas coisas?

Respondeu Jesus e disse-lhes: Destruí este templo e, em três dias, o levantarei.

Disseram então os judeus: Em quarenta e seis anos foi edificado este templo, e tu em três dias o levantarás?”.

Juan 2:18-20

 

“E nela não vi templo, porque o Senhor Deus Todo-Poderoso é o seu templo, e o Cordeiro.

A cidade não necessita do sol nem da lua para nela brilharem, porque a glória de Deus a ilumina, e o Cordeiro é a sua luz”.

Apocalipsis 21:22-23

 

Poucos se aperceberam de que, quando Jesus fala aqui de levantar o templo em três dias, se refere à redenção do homem, consumada com a ressurreição ao terceiro dia após a crucificação. O retorno à funcionalidade do sistema afetado passa pela possibilidade de eliminar um recetor que bloqueia essa função, recetor esse controlado por Satanás.

A metáfora das aves do Céu refere-se a funções talâmicas que permitem transcender, voar em direção aos Céus, e que Deus Jeová formou da terra. Uma vez mais, falamos da Vis Medicatrix, neste caso do 4 VM, cuja função é libertar estes recetores.

 

VIS MEDICATRIX

4 VM

 

Libertadora de recetores(Bestas do campo)

A

De 1 a 4 TCS: relacionado com a moral.

B

Do 10 TCI: Controlo do Sistema Imunitário.

C

Do 5 e 6 TCS: controlo de Arcanos e Estados Mentais.

D

Do 1 TCI: neurotrofinas do Sistema Energético da Puntura.

 

VIS MEDICATRIX

 

4 VM

 

Aves do Céu

 

E

Do 11 TCS Virtude: Genialidade, Místico, Ordenamento superior, Alumbramento, Metafísica, Seis Janelas do Céu

F

Canto, Instrumentista, Dança, Baile, Desporto, Trabalho, Espectador

 

- “Então Deus Jeová fez cair um sono profundo sobre Adão; e, enquanto este dormia, tomou uma das suas costelas e fechou a carne no seu lugar”:

O masculino e o feminino são manifestações de forças polares. As intervenções na natureza humana partem do que é difícil e complexo. Deus constrói a sua obra da criação primeiramente no homem, Adão, e tudo isto deve elevar-se acima da preferência ou de qualquer mecanismo instaurado na criação.

A força primordial da qual surge o Universo é a energia yin, o feminino. Esta atuou como um instrumento em si mesma, vazio, que, ao polarizar-se, se transforma em yang, o masculino, sendo esta alternância de polaridade a origem de tudo o que foi criado.

Assim, a mulher ocupa uma posição yin em relação ao homem, que é yang. Colocar o impulso na metafísica do homem, antecipando o seu processo de evolução natural mais plausível, é aquilo que se define como criação (metafísica ativa), e esta ação intervencionista só é possível a partir do masculino, yang, uma vez que não oferece qualquer ponto vulnerável que possa comprometer a ação. Para o tálamo yang, a inércia funcional é menor, e os processos de reconversão neurofisiológica são mais viáveis. No entanto, para Adão, a liberdade e a ordem do desenvolvimento resultam do princípio fundamental de não permanecer apenas numa polaridade evolutiva. Nunca se pode conceber uma metafísica polarizada exclusivamente para o yang, pois deixaria de o ser ao necessitar do elemento yin. O processo de reconversão neurofisiológica na mulher, Eva, difere claramente do de Adão.

Primeiro, “Deus Jeová fez cair um sono profundo sobre Adão e, enquanto este dormia, tomou uma das suas costelas”. Aquilo que constitui o núcleo e a génese de toda a neurofisiologia encontra-se arquivado sob a forma de um disco rígido, a biomemória, inscrita na criação da Terra, correspondendo ao 1 VM — Controlo da Biomemória, enquanto arquivo. A partir daqui, passa para a biomemória dos neurónios-mãe que regem cada um dos sistemas que imperam no organismo. A metáfora de “uma das costelas” faz referência a um dos doze sistemas da Terra, ou Vis Medicatrix, correspondendo numericamente aos doze pares de costelas. Costela é também significativa de costal, no sentido da capacidade das coisas, de como os seus conteúdos se acomodam.

Assim, uma vez realizada a obra em Adão, é induzido a um sono profundo. É-lhe extraído o conteúdo do 1 VM, arquivo da biomemória, e, posteriormente, reconduzido a Eva.

E “fechou a carne no seu lugar”. O carácter essencial da biomemória é que a sua função se transfere para cada um dos sistemas, materializando-se em funções neurofisiológicas (“carne no seu lugar”), culminando com o encerramento do processo.

- “E da costela que Deus Jeová tomou do homem fez uma mulher, e trouxe-a ao homem.

Disse então Adão: Esta é agora osso dos meus ossos e carne da minha carne; esta será chamada varoa, porquanto do varão foi tomada.

Portanto, deixará o homem o seu pai e a sua mãe, e unir-se-á à sua mulher, e serão uma só carne.

E ambos estavam nus, Adão e a sua mulher, e não se envergonhavam”:

A partir da criação de Adão e Eva, a antiga evolução da metafísica fica para trás, e passam a ser uma só carne nova, tendo deixado a evolução, “o seu pai e a sua mãe’.

E “estavam ambos nus e não se envergonhavam”. O processo da criação tinha proporcionado ao homem a semente de uma nova dimensão, que o conduziria ao Céu. Por isso, essa semente estava prestes a dar os seus frutos, a biomemória e a sua repercussão numa nova neurofisiologia. Portanto, estavam nus, careciam do novo revestimento genético e neuronal e não “se envergonhavam”. Tal como as crianças quando estão nuas, que não têm consciência disso, Adão e Eva encontravam-se na mesma condição, apenas aptos a vislumbrar o conhecimento, sem ainda o possuírem.

 

A QUARTA TROMBETA 

“O quarto anjo tocou a trombeta, e foi ferida a terça parte do sol, a terça parte da lua e a terça parte das estrelas, para que se escurecesse a terça parte deles, e não houvesse luz na terça parte do dia, nem da noite”.

Apocalipsis 8:12

 

INTERPRETAÇÃO:

- “O quarto anjo tocou a trombeta, e foi ferida a terça parte do sol”:

A atenção colocada na metáfora da terça parte, de que já falámos anteriormente, refere-se a Satanás e aos seus anjos, e ao que representa a doutrina do mal. Esta doutrina do mal é referendada por muitos e, a cada dia que passa, por cada vez mais, aqui na Terra, não cessando de crescer.

A proposta doutrinal do bem, da via vermelha do Céu, é a via de penetrar na consciência e de criar um mundo melhor. É a via de nos situarmos no Éden. Aqui, todos respeitam a ordem natural; ninguém recorre a fármacos nem a drogas, ninguém contamina o meio ambiente, não se nega a mudança climática, nem se defende ou vota numa sociedade ultra-capitalista; porque o bem é assumir a responsabilidade do dever, mas também ajudar os mais pobres e necessitados. É procurar uma sociedade mais equitativa, sem grandes ricos nem países empobrecidos, com pessoas a morrer de fome. O bem não é fazer guerras para roubar os recursos de outros, nem bloquear esses recursos a outros países por não se submeterem aos seus ditames, nem promover campanhas de intoxicação para criar este tipo de sociedade demoníaca.

A essência do bem é encenada por Jesus quando lava os pés aos apóstolos, e estes lhe perguntam: Que fazes, Mestre? Ao que Jesus responde: Sim, porque, no Reino dos Céus, o maior serve o menor. Este é o eu coletivo, a solidariedade, o humanismo, a moral arquetípica que nos permite transcender.

A essência do mal é exatamente o contrário: é o eu ultra-individual, o servir-se dos outros; e, quando se detém mais poder, explora-se, denigre-se, rouba-se, fere-se e, se o outro não se dobra, elimina-se. Esta é a sociedade que governa a Terra, sob a influência do Diabo, o príncipe deste mundo.

 

“Sabemos que somos de Deus, e que o mundo inteiro jaz sob o Maligno”.

1 Juan 5:19

 

Assim, o diabo ocupa uma posição de poder no mundo e governa-o, mantendo e potenciando a sua doutrina do mal, procurando torná-la eterna. A obra do pacto apocalíptico foi concebida para desmantelar este governo do mal e gerar uma mudança de critérios, assente no bem da sociedade, aplicando-os.

O diabo governa o mundo a partir da Árvore da Ciência do Mal. Esta corresponde a uma zona da Terra, o 10 VM (tálamo). Esta zona é constituída por doze rotas, e cada uma delas possui um recetor. A partir destes recetores, ele domina o panorama do homem, o qual se projeta no mundo à sua imagem e semelhança.

A metáfora do Sol refere-se à luz que ilumina o mundo. A existência dessa luz emana da Árvore da Ciência do Mal, rota 5, favorecendo, através de um sistema de recompensa, os seguidores da doutrina do diabo. Este sistema de recompensa consiste no controlo e estímulo do Sistema Energético da Puntura, o 4 TCI. É este que realiza a homeostase energética do organismo, mantendo os átomos num estado funcional coerente. Estes átomos vão perdendo a sua carga fotónica com as doenças, os desajustes da vida e o tempo, e o Sistema Energético da Puntura, quando posto em ação, volta a carregá-los através de proteínas recetoras talâmicas, as neurotrofinas, que captam energia fotónica do sol e a transferem para os átomos. Porém, chegado o tempo apocalíptico da Quarta Trombeta, a terça parte do sol será ferida, e a recompensa concedida ao homem da doutrina do mal deixará de existir.

- “a terça parte da lua”:

O caminho do saber penetra mais nas pessoas do mundo para acumular factos e ganhos e alcançar posições de privilégio social. Assim, sem olhar pela janela, podem conhecer o mundo e chegar à meta mais cedo, caminhando mais devagar. Deste modo, podem viver num mundo em que a consciência se encontra turvada, num declínio progressivo do amor ao próximo. Aqui, o “eu dou-te para que tu me correspondas” funciona. Assim, a vida não precisa de ser mudada e é reconhecida como boa, porque nos corre bem. É nisto que consiste a estratégia do Diabo. E, graças a isso, consegue influenciar a sua direção ultramundana. As pessoas desta índole compreendem bem a sua posição acomodada na vida e no mundo, e estabelecem pontos de ligação com ele. Tornam-se satélites do mundo, girando em torno dele e contemplando-o, como faz a própria lua, recebendo a sua luz na noite dos tempos, e ampliando o universo cognitivo para se posicionarem bem, para serem os mais astutos. Tudo isto apenas até que o anjo toque a Quarta Trombeta.

- “e a terça parte das estrelas”:

Apesar de serem escassas as estrelas, basta, em geral, uma atitude de alinhamento com o sistema, com o mundo, para facilitar o acesso a este universo.

A influência que uma estrela exerce numa sociedade é muito significativa e reflete o seu carácter essencialmente qualitativo. No seu estado puro, uma estrela faz sobressair o nível cultural de um país, conferindo-lhe notoriedade. Assim, graças a Miguel de Cervantes, António Machado, Federico García Lorca, Pablo Picasso, Paco de Lúcia, entre muitos outros, e às estrelas do mundo do flamenco, Espanha pode ser considerada um dos países mais cultos no panorama mundial. No entanto, muita gente no mundo está longe de reconhecer estas estrelas, remetendo-as para o quarto do esquecimento. Tal deve-se ao facto de a maioria delas escapar ao pensamento mundano e ser essencialmente progressista. Assim, o diabo imprime no homem o impulso para apagar estas estrelas, impedindo-as de iluminar a sociedade. A flauta encantada de Satanás aponta as suas próprias estrelas mundanas e fá-las sobressair, para que o mundo as adore. Deste modo, com as estrelas do rock, o nosso sistema imunitário torna-se vulnerável sob a influência da sua música demoníaca.

As estrelas políticas ultraconservadoras começam a brilhar, e o mundo começa a vestir-se com esse manto de caos e de guerra.

Reluzem também todas estas estrelas fantasmagóricas da aparência, que desviam o coração humano do que é profundo e verdadeiro e abrem caminho para uma sociedade sem valores e altamente consumista. Tudo isto é, em geral, promovido pelos meios de comunicação social.

- “e não houvesse luz na terça parte do dia”:

O estado natural dos arquétipos, do qual a transgressão os arrebata e os faz cair no estereótipo, é um elemento importante para se estabelecer com conforto e com um certo prestígio no seio da sociedade. Falamos de arquétipos metafísicos, que resumimos de forma sucinta como:

·       Capacidade oratória.

·       Consciência da vida quotidiana bem desenvolvida, como: vivência com os outros, vida social, educativa e laboral, conhecimento da Natureza, dos conflitos, das doenças e do lazer, etc.

·       Desenvolvimento da intuição.

·       Capacidade para se situar na prática de um desporto ou de uma arte musical, que permita tornar-se professor.

·       Desenvolvimento da genialidade, como poeta, cómico, historiador, pintor ou ator.

·       Capacidade Mística.

Destes arquétipos surge a capacidade de comunicação entre os povos e também a capacidade para os governar.

O propósito é arquetipar as pessoas que seguem a minha doutrina. É assim que Satanás imprime um impulso aos seus para continuar a governar o mundo.

A obscuridade da terça parte do dia, (luz), sob a forma de arquétipo que se apaga nos seguidores de Satanás, permite o acesso da doutrina do povo de Deus à sociedade, porque os transgressores, já estereotipados, deixaram de brilhar.

- “nem da noite”:

O tom básico da luz que a noite nos dá é aquele que recebemos da intuição, no sentido de formar uma ideia que entra em contacto connosco e nos permite relacionar-nos em qualquer dos âmbitos da vida. Esse alguém pode “cheirar-nos bem” ou “cheirar-nos mal”. Este sexto sentido, que rege um dos nossos sistemas (5 TCI), é capaz de escrutinar o estado mental do outro e a ética em que se move, dando-nos uma orientação, ou colocando-nos em alerta, sobre como devemos estabelecer a relação ou, simplesmente, rejeitá-la, seja no âmbito amoroso, laboral, numa negociação ou até no nosso círculo de amizades, etc.

A metáfora da noite faz referência ao facto de se tratar apenas de uma perceção e não de uma afirmação clara como a luz do dia, embora essa perceção se ajuste à realidade. E não há dúvida de que confere uma certa vantagem no momento de nos relacionarmos em sociedade.

Pelo menos é claro que os adeptos de Satanás jogam com vantagem nas relações, por terem este sexto sentido bem tonificado. No entanto, com o toque da Quarta Trombeta, a noite tornar-se-á muito escura.

 
 
 

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